Política

TJ-SP inocenta Salles por "passar a boiada" quando era Secretario de Alckmin

TJ-SP anula condenação de Salles por improbidade no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. Esse plano, feito quando era secretário de Alckmin, teve várias denúncias de pressão a funcionários para aprovar medidas anto ambientais que visavam favorecer as indústrias.

sexta-feira 18 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Sergio Lima/Poder 360

A justiça burguesa não falha em favorecer os interesses dos grandes empresários. O atual ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles - famoso por defender que se aproveitasse a pandemia para "passar a boiada" - possui um longo histórico de ataques ao meio ambiente.

Antes de ser ministro, Salles foi secretário de Alckmin, aliado e do mesmo partido de Doria, quando este era governador do estado de São Paulo. Isso já mostra que, apesar do atual governador posar de oposição ao governo, no ramo ambiental seu partido fez políticas iguais e inclusive utilizando os mesmos nomes de Bolsonaro, mostrando que em muitos assuntos as convergências superam as eventuais divergências.

Durante sua passagem pelo governo de Alckmin, o então secretário elaborou o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, que continha várias atrocidades ambientais para favorecer os empresários.

Após várias denúncias que Salles tinha intimidado funcionários e adulterado documentos, ele foi condenado em ação movida pelo MP ano passado. No entanto, hoje o Tribunal de Justiça de São Paulo fechou maioria par anular a condenação.

Mais uma vez, as distintas instituições - o Executivo, Judiciário e Legislativo - mostram que apesar dos atritos entre si, se unem rapidamente quando o assunto é atacar os trabalhadores. É por isso que na luta contra Bolsonaro, não podemos confiar em nenhuma das instituições desse regime podre!




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