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HU da USP | Superintendência tenta abafar surto de covid e Diretores de Base do Sintusp cobram informações

Diante do silêncio da superintendência, os representantes dos trabalhadores se dirigiram aos seus pares por meio de uma carta para informar da suspeita de surto de covid, que haviam sido enviadas amostras dos contaminados para saber se trata-se da variante delta, uma vez que os funcionários conquistaram a vacinação para todos após uma greve.

domingo 8 de agosto | Edição do dia

Na quarta-feira pela manhã, 04 de agosto, começa a circular entre os trabalhadores do Hospital Universitário da USP um possível surto de contaminação por coronavírus entre pacientes e funcionários da UTI adulto e nutrição que entregam a alimentação dos pacientes.

As informações chegam através dos próprios trabalhadores da UTI e também de outros setores, que formam uma rede de comunicação diante do silêncio mantido pela superintendência.

Na sexta desta semana, teria um almoço gratuito no refeitório em comemoração aos 40 anos de existência do HU, que foi cancelado sem explicações. Funcionários relataram que a superintendência desejava manter a situação em sigilo. Essa conduta de falta de comunicação da administração do hospital com os funcionários e comunidade foi a norma desde que assumiu. E intensificou os danos causados pela pandemia, uma vez que as decisões foram tomadas de forma arbitrária por um comitê de crise que não ouvia as necessidades dos trabalhadores, chegando ao ponto de orientar que não usassem máscaras para não causar pânico.

Os diretores de base do Sintusp, junto à diretoria do sindicato, buscaram a superintendência para obter informações e cobrar que fosse feita uma comunicação oficial da situação e das medidas que estivessem sendo tomadas para reforçar a segurança de funcionários e pacientes. Entretanto, não houve resposta.

Diante do silêncio da superintendência, os representantes dos trabalhadores se dirigiram aos seus pares por meio de uma carta para informar da suspeita de surto de covid, que haviam sido enviadas amostras dos contaminados para saber se trata-se da variante delta, uma vez que os funcionários conquistaram a vacinação para todos após uma greve.

Veja também:Lições da Greve das Trabalhadoras do Hospital Universitário da USP: a luta por vacina para todos

Em nota, os diretores de base ressaltam a importância da comunicação para que medidas de proteção, como higienização das mãos e uso rigoroso de máscaras, sejam reforçadas.

Reproduzimos, abaixo, carta enviada aos trabalhadores do HU da USP:




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