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Marcha de Mulheres Indígenas | Somos todas Daiane Kaingang! Marcha das Mulheres Indígenas denúncia violência de gênero

A violência contra os povos originários, no caso das mulheres indígenas, se combina com a violência patriarcal, nos muitos casos de estupro e abusos cometidos contra elas. O caso da jovem Daiane Kaingang foi apenas a mais recente mostra.

sexta-feira 10 de setembro | Edição do dia

A brutalidade e a violência são uma marca da opressão aos indígenas. Casos de assassinatos e outras violências, como a queima de suas casas forçando sua expulsão, são parte constante da intimidação por parte madereiros, garimpeiros e capangas do agronegócio. Uma intimidação que sob o governo Bolsonaro, ganhou incentivo com seus discursos de ódio contra os indígenas, a violência contra a população indígena aumentou 150%em seu governo.

As mulheres são as mais atingidas com casos aberrantes de violência sexual e assassinato como o caso da jovem kaingang Daiane. No dia 4 de agosto, na Terra Indígena do Guarita, maior reserva indígena do Rio Grande do Sul, foi encontrado mutilado o corpo dessa jovem de 14 anos, chamada Daiane Griá Sales. Também em Dourados, uma pré-adolescente da etnia Guarani Kaiowá, de 11 anos, foi vítima de estupro coletivo e depois morta pelo racismo e a violência machista.

Os dados mais recentes, de 2019, do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) — vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) —, mostram que foram registrados 10 casos de violência sexual praticadas contra indígenas — uma atualização do documento, relativa a 2020, deve ser apresentada em setembro. Em quase todos, as vítimas eram crianças e adolescentes.




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