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Racismo estrutural | Somente 20% das universidades públicas no Brasil tem vagas para quilombolas

De acordo com dados levantados pelo Gemaa, somente 20% das universidades públicas do país oferecem vagas para quilombolas. Um total de 2035 vagas num universo de mais de 1,2 milhões de quilombolas.

sexta-feira 6 de agosto | Edição do dia

Foto: Kalyandra Pontes Vaz/Incra-PB

O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), realizou uma pesquisa nas universidades estaduais e federais em que chegou à conclusão de que apenas 20% dessas universidades oferecem vagas para negros oriundos de comunidades quilombolas.

O total de vagas em todas as universidades públicas do país totalizam, de acordo com a pesquisa, 2035 vagas, enquanto a comunidade quilombola, de acordo com dados da Fundação Palmares de 2019, totalizam um universo de 1,2 milhões de habitantes e 2784 quilombos certificados. Considerando que nem todos os quilombos do Brasil são certificados, a população quilombola é provavelmente muito maior. Essas vagas estão alocadas em 21 universidades, 16 estaduais e 5 federais, nenhuma delas localizada na região sudeste.

Essa distribuição de vagas é desigual e mesmo assim, nos estados onde mais oferecem vagas o número delas não passa nem perto das necessidades dessas comunidades de enviar seus filhos para cursar o tão sonhado ensino superior e assim buscar condições melhores de vida.

Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia, por exemplo, têm mais quilombos certificados pela Fundação Palmares do que vagas para quilombolas nas universidades, o que significaria que menos de um jovem por quilombo poderia cursar ensino superior por via de ações afirmativas nesses estados. Goiás e o Pará oferecem somente 7 e 2 vagas para quilombolas respectivamente, sendo o primeiro, o estado com a maior oferta de vagas a essa população.

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