Política

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Sobre a decisão de Fachin na questão Lula

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

segunda-feira 8 de março| Edição do dia

Depois de ser parte do golpe institucional e da prisão arbitrária de Lula, o Ministro Edson Fachin, do STF, em decisão monocrática que pode ser revertida pelo pleno do STF, anulou as condenações a Lula. Como nós do MRT viemos denunciando, tratam-se de condenações completamente autoritárias e por isso exigimos a anulação definitiva e sem nenhuma proscrição política.

Mas é preciso dizer que o mesmo STF que se amedrontou por um tweet do General Villas Boas, tem um Ministro que agora quer aparecer como democrático diante de medidas autoritárias do regime que ajudou a construir, se utilizando de um argumento técnico para evitar a suspeição de Moro.

Longe de significar o fim do regime do golpe institucional, essas medidas monocráticas expressam uma tentativa de salvar esse mesmo regime e a falida Lava Jato diante da baixa popularidade de Bolsonaro e as instabilidades que isso pode trazer, justamente para manter um regime baseado em reformas, privatizações e ataques contra a classe trabalhadora, as mulheres, negros e juventude.

Ao invés de uma política institucional e eleitoral, o PT e a CUT deveriam sair da trégua nos sindicatos e organizar a mobilização dos trabalhadores e movimentos sociais através dos sindicatos que dirige para exigir a anulação imediata e irrestrita das condenações a Lula e fim da proscrição política, combinando essa luta contra o regime do golpe institucional à urgente luta contra todas as reformas, ataques e a crise sanitária.




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