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Em Cabul | Sobe para 108 o número de mortos no atentado reivindicado pelo Estado Islâmico no Afeganistão

O atentado ocorreu nesta quinta-feira (26) nas proximidades do aeroporto de Cabul.

sexta-feira 27 de agosto | Edição do dia
WAKIL KOHSAR / AFP - 26.8.2021

Subiu para 108 o número de pessoas mortas e 160 o número de feridos no atentado reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, nas proximidades do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, segundo a Associated Press.

O atentado ocorreu nesta quinta-feira (26). O presente americano, Joe Biden, afirmou que existia um "risco agudo e crescente" de ataque no aeroporto por parte do braço regional do grupo, denominado Estado Islâmico-Khorasan (EL-K).

O grupo extremista EI-K (Estado Islâmico Khorasan) reivindicou alguns dos ataques mais violentos executados no Afeganistão nos últimos anos, que deixaram dezenas de mortos, especialmente entre os muçulmanos xiitas. Embora El e o Talibã sejam sunitas radicais, são profundamente inimigos. Quando os Estados Unidos e os talibãs assinaram em 2020 um acordo para estabelecer as diretrizes da retirada das tropas estrangeiras, o EI os acusou de abandonar a causa jihadista.

Dois oficiais do Talibã disseram hoje que o número de afegãos mortos aumentou para 95, incluindo 28 membros do Talibã. Os Estados Unidos, que classificaram o atentado como um "ataque complexo", já retiraram do país mais de 105 mil cidadãos americanos.

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O países ocidentais devem sair mais cedo do país após esse ataque que trouxe caos e desespero entre milhares de afegãos que estavam nas proximidades do aeroporto com a expectativa de conseguir fugir para um país ocidental.

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Vídeos que foram divulgados nas redes sociais mostram o pânico de dezenas de pessoas, mortas ou feridas, deitadas nas águas sujas de um canal de drenagem, ou correndo em todas as direções para tentar fugir das explosões.

O governo americano disse que os ataques foram executados por dois homens-bomba do grupo extremista, e que também ocorreu um tiroteio. Biden prometeu "perseguir" os autores do ataque e fazer com que "paguem" as consequências: "Estados Unidos não se deixarão intimidar", disse o presidente.

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O Talibã condenou o ataque por meio de seu porta-voz Zabihullah Mujahid, e afirmou que a ação ocorreu em uma área que as forças americanas são responsáveis pela segurança.




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