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Sob pressão do EUA, Bolsonaro alinha seu discurso sobre a questão ambiental

Após a vitória do Biden nas eleições presidenciais no EUA, Bolsonaro foi pressionado a alinhar sua política ao novo governo americano e nos próximos dias que se aproximam Bolsonaro fará um discurso ao presidente do EUA a favor da floresta amazônica e contra os desmatamento sofridos nesses últimos meses.

terça-feira 20 de abril| Edição do dia

Foto: Marcos Corrêa/PR/Flickr

A convocação da cúpula ambiental impulsionada pelo EUA, trouxe mudanças significativas para o governo de extrema direita de Bolsonaro e seu ministro do meio ambiente Ricardo Salles, antes dos resultados das eleições presidenciais no EUA, Ricardo Salles com apoio de Bolsonaro ambos tinham como medidas políticas aproveitar a pandemia para “passar a boiada” Por inúmeras vezes Bolsonaro ignorou e negou os impactos das inúmeras queimas que ocorreram pelo país, prejudicando a fauna e toda diversidade natural de inúmeras áreas florestais pelo país.

No processo de “destrumpização” do governo Bolsonaro, após a queda de Araújo, a política ambiental se torna agora prioridade. Tanto por ser uma das vitrines do governo Biden, pela facilidade com que pode demagogicamente reverter o negacionismo climático, como fez em uma de suas primeiras ações ao recolocar os EUA no Acordo de Paris.

Bolsonaro, participou de uma reunião com o ministro das relações exteriores Carlos França, ministro do meio Ambiente Ricardo Salles, casa civil, Luiz Eduardo Ramos, comunicação Fábio Faria, agricultura Tereza Cristina, essa reunião tinha como objetivo preparar o discurso do Bolsonaro frente ao encontro mundial dos grandes líderes sobre a questão ambiental.

Desde semana passada Bolsonaro busca inverter sua posição política frente a questão ambiental, na semana passada encaminhou para Biden uma carta de compromisso com o meio ambiente até 2030, agora frente a esse convite de participar da cúpula de líderes sobre o clima, Bolsonaro fará um breve e sucinto discurso de pró meio ambiente e em defesa da floresta amazônica.

Segundo levantamento do Deter, sistema de monitoramento de desmate do INPE (instituto nacional de pesquisas espaciais) a floresta amazônica sofreu sua maior taxa de desmatamento no mês de março. Por trás disso existe uma política de favorecimento do agronegócio que busca explorar os recursos naturais a serviço dos lucros dos grandes empresários.

Biden pode até querer parecer mais moderado e democrático com a questão ambiental, mas contraditoriamente sua preocupação mais central é como disciplinar o governo de extrema direita no Brasil e consequentemente poder intervir mais diretamente no comércio internacional do Brasil com outros países, em especial com a China.

Nessa briga, só há inimigos da classe trabalhadora e do povo pobre. Uma política de combate ao bolsonarismo e ao regime do golpe precisa envolver sua dimensão antiimperialista




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