Política

COLAPSO NA SAÚDE

Sob negligência de Bolsonaro e governadores, 13 Estados podem ficar sem oxigênio

Negacionismo de Bolsonaro é responsável pela tragédia nacional que assola o país, empurrando cada vez mais o povo pobre e trabalhador para a morte, como já vem se expressando com a média móvel de mortes diárias alcançando a marca de 2.298 mortes e a trágica marca de 295.425 mortes desde o início da pandemia.

terça-feira 23 de março| Edição do dia

EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em reunião ocorrida nesta segunda-feira (22), o general Ridauto Fernandes (diretor de Logística do Ministério da Saúde do governo Bolsonaro) afirmou que 13 Estados brasileiros podem ficar sem oxigênio, justamente quando a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil chega à 2.298 por dia.

Além do Ministério da Saúde, também estavam presentes na reunião a PGR (Procuradoria Geral da República) e a multinacional White Martins, uma das principais produtoras de oxigênio no Brasil.

Na reunião via videoconferência, o general disse que há risco de falta do insumo no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso, no Amapá, no Ceará e no Rio Grande do Norte, que portanto estão em "situação preocupante". E também afirmou que os Estados do Pará, da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em “estado de atenção”. A PGR também afirma haver relatos de problemas da Paraíba e em outros Estados nordestinos.

O Gabinente Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-10 (Giac) enviou na segunda-feira(22) um ofício ao governo federal alertando sobre o risco de desabastecimento do Amapá. Em Macapá, capital do Estado, o consumo de cilindros de oxigênio chegou à 200%, sendo uma das sete cidades do Brasil em que a saúde pública se encontra em situação de calamidade pública.

Na segunda-feira, (22), o Mato Grosso confirmou haver risco de desabastecimento a cerca de 50 de seus municípios. No mesmo dia, o Paraná estimou a necessidade de receber mil cilindros para dar conta da demand. E, na sexta-feira(19) o conselho de secretários de Saúde de SP apontou que 54 municípios paulistas estão com “estoque crítico” de oxigênio.

A empresa White Martins afirmou na reunião que há regiões onde há um aumento de 300% no uso dos oxigênios e criticou decisões liminares que determinaram a entrega oxigênio em determinados municípios ou estados, sem considerar a situação global de produção e distribuição. Segundo a empresa, isso desorganiza a logística e traz risco de desabastecimento para grandes hospitais.

Mas, como já mostramos aqui, o objetivo da multinacional é continuar lucrando com as milhares de vidas contaminadas pela doença e pelo descaso de Bolsonaro e governadores em relação à pandemia.

A multinacional monopoliza os meios de produção de oxigênio em todo o Brasil. É a única distribuidora de hospitais públicos e privados em Manaus, que vem passando por uma das maiores tragédias da história, com o colapso do seu sistema de saúde, que é fruto do governador do Estado do Amazonas em conluio com Bolsonaro para garantir os lucros da White Martins.

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já demonstrou que vai ser mais do mesmo da gestão negacionista de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que os governadores não conseguem dar nenhuma saída, tendo em vista manter a saúde em situação calamitosa para garantir os lucros de empresas como a White Martins.




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