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LGBTfobia | Só a nossa luta pode enfrentar o ódio da família Bolsonaro contra os LGBTQI+

O Clã Bolsonaro saiu em defesa do jogador de vôlei bolsonarista, Maurício Souza, que após declarações homofóbicas foi afastado de seu clube essa semana. Em um país assolado pela crise, os trabalhadores e mais oprimidos como as LGBTQI+ são os que mais pagam caro por ela, inclusive com suas vidas. A única força capaz de jogar a extrema-direita bolsonarista, a igreja evangélica, a família tradicional e seu ódio lgbtfóbico na lata do lixo da história é a da luta e unidade entre trabalhadores e mais oprimidos.

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

sexta-feira 29 de outubro | Edição do dia

Como esperado, Bolsonaro e seus filhos saíram em apoio ao jogador homofóbio, Maurício Souza. É até cômico ver os filhos 01 e 03 (Flávio e Eduardo) fazendo declarações de boicote a empresas como Gerdau e a Fiat, que eram patrocinadoras do Minas Clube e que pressionaram pela demissão de Maurício.

Assista o ED Comenta com Carolina Cacau e entenda mais o caso de Maurício Souza:

Essa é a face mais reacionária do regime e mostra as prioridades do Clã Bolsonaro: incitar o ódio fundamentalista às LGBTQI+, enquanto a classe trabalhadora e o povo pobre amargam na miséria, no desemprego, na fome e nos trabalhos precários. A classe trabalhadora, para além de enfrentar essa miséria que o capitalismo e seus governos nos jogam, também sofre cotidianamente com as opressões.

Mas também não podemos cair na demagogia de empresas como Gerdau e a Fiat, que, nesse caso, apenas se pintam de “pink” para lucrar ainda mais, enquanto sabemos que são empresas que lucram em cima do suor dos trabalhadores nos locais de trabalho em condições extremamente precárias e, inclusive, se utilizam das opressões para melhor explorar os trabalhadores.

São as LGBTs que, também, ocupam os postos mais precários de trabalho, que sofrem nas mãos da polícia, e que são assassinadas sistematicamente. Segundo a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), o Brasil é campeão no ranking de violência contra pessoas LGBTQI+, o índice de aumento de homicídios e violência às LGBTs aumentou em mais de 20% na pandemia, sem contar com a subnotificação que é tremenda.

Leia também: Maurício Souza quer ter o direito de ser homofóbico no país que mais mata LGBTs no mundo

Todo esse cenário é consequência direta da ascensão da extrema direita ao poder que exala ódio e aproveita do mesmo para perpetuar as opressões - seja de sexualidade, raça, gênero -, para melhor super explorar os setores da classe trabalhadora para garantir e recuperar os lucros dos capitalistas. Não à toa a avalanche de ataques com as reformas, privatizações, projetos de leis, MPs, etc, que foi passado pelo governo Bolsonaro-Mourão com conivência do Congresso Nacional, STF, governadores e direita, contra a população é mais sentida pelos mais oprimidos. Querem nos fazer pagar mais caro pela crise que eles mesmos criaram.

É por isso que para se enfrentar com ódio da extrema-direita, do Clã Bolsonaro que junto da Damares são inimigos declarados das LGBTs, o único caminho é batalhar um plano de luta ao lado da classe trabalhadora, exigindo que as centrais sindicais como CUT e CTB rompam sua trégua com o governo e organizem nossa luta. Não podemos ter nenhuma confiança em saídas por dentro das instituições do regime que estão de mãos dadas com Bolsonaro-Mourão para nos atacar. A nossa luta precisa em base a organização independente dos oprimidos juntos dos trabalhadores, quem tudo produz, recuperando o legado de luta e combatividade do movimento LGBTQI+ que historicamente mostrou a potência da organização dos que mais sofrem com a miséria da opressão sexual, de gênero e a exploração do trabalho, e os métodos históricos de luta da classe trabalhadora como são as greves.

Leia o Editorial MRT: É urgente um plano de luta contra a fome e o desemprego

A força dessa unidade pode dar respostas concretas para a miséria sexual e repressora que o capitalismo nos tem a oferecer. E para além disso, é a força que pode dar uma resposta profunda para a crise internacional capitalista que vivemos, e para a fome, desemprego e a exploração do trabalho.

É necessário batalhar por um programa operário independente, sem nenhum tipo de conciliação com os que nos odeiam e atacam como é a direita. Nesse sentido, precisamos apostar na luta de classes, e não em saídas eleitorais e de conciliação de classes, como é a estratégia do PT, que está longe de ser uma alternativa para a luta do movimento LGBTQI+, e combate contra a extrema-direita e os ataques. Toda a esquerda que se reivindica socialista como PSOL, PCB, UP, PSTU deveria batalhar conjuntamente por uma perspectiva como essa.




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