Sociedade

PANDEMIA

Sete capitais contam com pelo menos 90% dos leitos de UTI COVID-19 ocupados

O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro não é novidade. Com quase 180 mil mortes pelo novo coronavírus do Brasil e com sete capitais com ocupação de leitos de UTI no SUS acima de 90%, Bolsonaro ainda assim disse, nessa última quinta-feira, que o país está no “finalzinho da pandemia”, mais uma declaração sem base na realidade desse governo que prioriza o lucro acima da vida.

sexta-feira 11 de dezembro de 2020| Edição do dia

(Foto: Michael Dantas/AFP)

Os números negam a afirmação de Bolsonaro. A média móvel de mortes
por Covid-19 está em 642 mortes diárias, isto é 35% maior do que a média de
duas semanas atrás. Das 27 unidades federativas do Brasil, apenas duas
apresentam queda e três em estabilidade, as outras 22 estão com tendência
de alta.

Em relação às capitais, a situação de Campo Grande é preocupante: mais
de 100% dos leitos de UTI ocupados, pois houve a necessidade de instalar
novos leitos que ainda não foram oficialmente integrados ao SUS, mas que
são mantidos pela própria secretaria estadual. Além disso, o Hospital
Regional da capital, tido como referência, está com o pronto atendimento à
beira do colapso, readaptando outros setores para receber pacientes graves
com Covid-19.

Capitais com ocupação de 90% nas UTIs no SUS incluem Boa Vista,
Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Porto Velho e Porto Alegre. Já os
estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco
e Rio Grande do Sul, além das capitais Vitória e Recife estão com a
ocupação acima de 80%.

O “finalzinho da pandemia” dos delírios do presidente em nada mostram o fim
dos ataques que a gestão Bolsonaro e seus governadores “opositores”, que não
se opõe a descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, têm passado agora na
pandemia
.

Para garantir o mínimo para a população, como testes massivos, EPIs
(Equipamento de Proteção Individual), continuação do auxílio emergencial,
e unificação das filas no SUS, está claro que não é possível confiar nem em Bolsonaro, nem nesses governadores e prefeitos capitalistas e muito
menos nas instituições golpistas como STF e Congresso. É preciso
organizar os trabalhadores para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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