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Atalaia do Norte | Servidores da Funai aprovam greve após declarações de Presidente sobre Bruno e Dom

Uma greve em resposta direta aos comentários do presidente da Funai Marcelo Augusto Xavier da Silva, que fez alegações de que o indigenista Bruno Araújo, junto do jornalista Dom Phillips, entrou em contato com indígenas do Vale do Javari sem permissão da Fundação.

terça-feira 14 de junho | Edição do dia

Greve de servidores contra descaso do presidente da Funai

Os servidores da Funai junto dos setores da Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef), a Indigenistas Associados (INA), Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF) e a Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condisef) se reuniram em uma Assembléia de última hora.

Na reunião, foi decidida uma greve em resposta direta aos comentários do presidente da Funai Marcelo Augusto Xavier da Silva, que fez alegações de que o indigenista Bruno Araújo, junto do jornalista Dom Phillips, entrou em contato com indígenas do Vale do Javari sem permissão da Fundação. O presidente entrou em contato com a MPF para que apure o caso, que além da suposta ausência de permissão para contato com os povos indígenas, Bruno não teria respeitado recomendações de proteção contra a Covid-19.

De acordo com a União dos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), é falsa a informação do dirigente da Funai e que Bruno possuía sim registro que permitia sua presença nas aldeias da região. Outra coisa é que, segundo a Univaja, não existem restrições de trânsito por áreas externas aos territórios protegidos.

Com isso, é execrável que o presidente da Funai procure culpabilizar o indigenista, sua equipe e o jornalista Dom Phillips pelo desaparecimento, atribuindo má conduta aos profissionais e fazendo vista grossa pelos crimes cometidos contra indígenas e ambientalistas. Isso se conecta com comentários absurdos e de total descaso proferidos pelo presidente Bolsonaro e sua corja racista e assassina, que apoia os crimes do garimpo e do agronegócio.

É importante que se inicie um número maior de mobilizações grevistas contra estes ataques. Que esses movimentos se unam com atos como o realizado hoje por grupos indígenas de Atalaia do Norte em homenagem aos desaparecidos, para que atos de ódio como esses não fiquem impunes. As centrais sindicais deveriam romper sua paralisia e organizar sindicatos e trabalhadores para arrancar justiça por Dom e Bruno.




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