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CAPITALISMO NO FUTEBOL | Senado aprova criação de clube-empresa, avançando no sequestro do futebol pelos lucros

Na quinta-feira (10/06), foi aprovado no Senado projeto lei de Rodrigo Pacheco (DEM), presidente da casa, que cria a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), modelo no qual clubes de futebol poderiam emitir ações, se tornando de vez empresas voltadas para o lucro. O projeto segue para a Câmara.

sexta-feira 11 de junho | Edição do dia

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O projeto prevê que clubes que adotarem o modelo de SAF terão regime tributário especial e poderão emitir ações e debêntures para se financiar, de modo que seriam obrigado a gerar retorno para os detentores de suas ações, e não resultados esportivos. Além disso prevê modelos de renegociação de dívidas, como o pedido de recuperação judicial.

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Existem casos de clubes brasileiros que adotaram o modelo de Sociedade Anônima (S/A) e os resultados foram desastrosos. O Figueirense, por exemplo, foi rebaixado e chegou a ter greve de jogadores pelo não pagamento de salários.

Hoje, a maior parte dos clubes brasileiros opera no modelo de Associação sem Fins Lucrativos. Em diversas partes do mundo, como na Europa, é comum que clubes tenham ações na Bolsa de Valores ou que sejam vendidos e comprados por bilionários. O resultado disso é um futebol elitizado, com ingressos caros que afastam torcedores, e grande concentração de dinheiro em poucos clubes ricos. Ou seja, um futebol voltado apenas para o lucro e onde torcedores apaixonados não tem lugar, e que chega a extremos como a tentativa de criação da Superliga europeia.

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