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MERENDEIRAS DO RIO | Sem salário e demitidas em praça pública: eis como PRM e Paes tratam merendeiras

Merendeiras da empresa terceirizada PRM, contratada pela Prefeitura, foram demitidas em massa em praça pública na cidade do Rio de Janeiro, sendo empurradas para o desemprego, a fome, a miséria e a pandemia. Para a PRM e para o prefeito Eduardo Paes, os lucros capitalistas valem mais do que as vidas trabalhadoras, colocando para as merendeiras a dura realidade de talvez não terem nem trabalho, nem casa e nem comida na mesa para seus familiares.

quarta-feira 16 de junho | Edição do dia

FOTO: Esquerda Diário/Redação

As merendeiras da empresa terceirizada da prefeitura PRM não retornaram ao trabalho devido ao fechamento de escolas, e foram demitidas em massa em praça pública, no Bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), ficando sem receber salário, sem receber rescisão do contrato, ouvindo da empresa a promessa de que no futuro, caso a prefeitura pague a empresa, que então a empresa teria condições de pagar estas trabalhadoras, continuando o indecente jogo de empurrar esse calote para prefeitura (que empurra de volta para a PRM) para se desvencilhar do fato de que tanto Eduardo Paes (PSD) quando a PRM são culpados.

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Enquanto isso, estas trabalhadoras passam fome e vão seguir passando toda uma série de necessidades que já vem vivenciando durante toda a pandemia. A empresa cinicamente entregou contracheques mentirosos, como se elas tivessem recebido alguma coisa, e quando repórteres chegaram no local, a empresa agiu de forma covarde e foi embora.

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Estas trabalhadoras estão sem salário o ano todo, culpa de Paes da PRM, que empurram essas trabalhadoras para uma esmagadora situação em que a classe trabalhadora está tendo que sobreviver em meio ao aumento da miséria, com o desemprego chegando à marca de 14,8 milhões de pessoas e em que chega a mais de 490 mil o número de mortos por Covid-19. O desprezo e a indiferença pelas vidas humanas é a marca registrada de empresas como a PRM e do agente da burguesia Eduardo Paes, que, como o Esquerda Diário já vem denunciando, buscam descarregar toda a crise econômica, social e pandêmica nas costas do povo trabalhador.

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O nível de desumanidade da PRM e Paes é revoltante, pois tratam a vida destas trabalhadoras como se fossem lixo e como se estivessem rindo da cara delas, com muitas delas sendo mães, negras e chefes de família, que estão tendo que enfrentar a realidade de ver seus familiares passando fome e com a possibilidade de não ter onde morar, entre outras dificuldades. Para a patronal e para Paes, os lucros capitalistas valem mais do que as vidas trabalhadoras.

Acompanhe pelo Esquerda Diário toda a situação das merendeiras no Rio de Janeiro: Merendeiras




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