Política

VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS

Sem garantir seringas e agulhas, Pazuello diz a prefeitos que vacinação começa dia 20/01 em todo país

quinta-feira 14 de janeiro| Edição do dia

Em reunião do Ministério da Saúde com mais de 130 prefeitos nessa quinta feira (14), Eduardo Pazuello diz que a vacinação contra a Covid-19 começará dia 20/01 em todo território nacional. Isso ocorre depois do ministro passar algumas semanas sem responder quando perguntado, a data de início da vacinação no Brasil. Em pronunciamento Pazuello chegou a dizer que a vacinação começaria no "dia D, na hora H", o que causou uma avalanche de piadas e críticas pelas redes sociais. Oficialmente o Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre a data prometida por Pazuello aos prefeitos.

Ainda sem a liberação da Anvisa para o uso emergencial das vacinas Coronavac e Astrazeneca, o que deve ocorrer nesse domingo (17), o Ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse em encontro com prefeitos, que a vacinação no Brasil começa dia 20/01. Serão 2 milhões de doses da vacina Astrazeneca e 6 milhões da Coronavac, totalizando 8 milhões de doses no mês de janeiro.

Sem garantir seringas e agulhas suficientes para vacinar todos os brasileiros, o governo promete fazer novo pregão para compra, ao mesmo tempo que tenta dividir a responsabilidade com os Estados. Algumas prefeituras já anunciam que não tem seringas o suficiente para iniciar a vacinação, apesar da maioria garantir que tem. O fato é que hoje o Brasil não tem seringas para aplicar a vacina na população como um todo.

Veja mais: Ministério da Saúde admite que Brasil não tem seringas suficientes

No meio das disputas políticas entre Estados e o Governo Federal entorno da vacinação, o país fica sem um plano nacional para imunizar a população. Mesmo com 12 meses de pandemia no mundo, não houve uma preparação do país nem para comprar seringas, mostrando o descaso dos governantes na crise sanitária. Em nenhum momento foi garantido uma quarentena digna com garantia de emprego e renda, pelo contrário, o governo com ajuda do congresso, facilitou a retirada de direitos, não proibiu as demissões e aprovou um auxílio emergencial de apenas 600,00, auxílio que demorou a chegar para grande parte da população e que agora está sendo retirado, mesmo com o país passando de mil mortes diárias e empilhando os mais de 200 mil vidas perdidas na pandemia.

O negacionismo de Bolsonaro e a irresponsabilidade e demagogia de governadores como Doria, são os responsáveis por essa quantidade absurda de brasileiros que perderam suas vidas para o vírus. Já sabemos pela previsão do Ministério da Saúde, que a população ainda vai demorar para ser imunizada. Serão 8 milhões de doses em janeiro, 22 milhões em fevereiro e 50 milhões em abril, o que não é suficiente nem para imunizar um terço da população, levando em conta que são necessário duas doses da vacina por pessoa. Ao mesmo tempo que o ritmo da abertura das cidades segue acelerado, com intenção de voltar aulas presenciais, prova do Enem nesse domingo(17), marcar data para o carnaval e volta das torcidas para os estádios de futebol, as autoridades não garantem a mesma velocidade para a vacina. Um escárnio que expõe a incompetência com que é gerido o Estado brasileiro e a desumanidade de políticos e empresários, que colocam o lucro a cima da vida, abrindo as cidades de forma irresponsável com mais de mil pessoas morrendo por dia.




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