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CORONAVÍRUS

Sem equipamentos de proteção e testes, trabalhadores da saúde denunciam descaso do governo

Profissionais da saúde denunciam que o governo não está oferecendo equipamentos de proteção individual e testes massivo para conter avanço do coronavírus, colocando em risco a vida de milhares de trabalhadores da saúde e da população.

quinta-feira 2 de abril| Edição do dia

A falta de equipamentos de proteção individual (EPI) vem sendo um enorme problema para os profissionais da saúde no combate ao novo Coronavírus. Segundo o Conselho Regional de Enfermagem, há cerca de 15 mil enfermeiros e 4 mil médicos expostos por falta de EPIs. Os médicos denunciam que há unidades de saúde sem sabão, com EPIs fora dos padrões e que faltam máscaras N95, papel toalha e máscaras cirúrgicas.

Um problema bastante grave também é a falta de testes, em primeiro lugar, para os profissionais da saúde. Hospitais estaduais e municipais vem denunciando a subnotificação de casos em todo o país. Cerca de 100 enfermeiros e 30 médicos já estão afastados por contágio ou suspeita de Coronavírus, mas provavelmente esse número é muito maior, já que não tem testes para comprovar.

“Estamos trabalhando sem material de EPI (equipamento de proteção individual). Segundo a diretora não há necessidades. Estão com máscaras convencionais, inclusive os pacientes de linha de frente, alegando que nós não seremos o principal foco do coronavírus de atendimento, que esses pacientes seriam atendidos inicialmente no Salgado Filho e transferidos imediatamente. Outra coisa que é importante a gente frisar é que no Salgado Filho as cirurgias eletivas não pararam”, afirma médico do Hospital Salgado Filho.

Os profissionais da saúde são a linha de frente no combate à COVID-19 e são também os mais expostos. É um descaso gigantesco do governo não oferecer condições básicas de trabalho para que os profissionais possam se proteger e cuidar da população.

Nesse momento, já são cerca de 7 mil casos confirmados e mais de 250 mortes por coronavírus, isso sem contar os mais de 23 mil testes que ainda não têm resultado. É necessário testes massivos para todos os profissionais da saúde e para a população, e que sejam distribuídos EPIs para todos os profissionais trabalharem com segurança.




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