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Sem admitir derrota eleitoral, Trump demite chefe do Pentágono

Em uma nova investida contra os resultados das eleições, que deram vitória nas urnas para Biden, Trump demite chefe do Pentágono e age de modo como se ainda tivesse todos as prerrogativas executivas.

terça-feira 10 de novembro| Edição do dia

FOTO: ERIN SCOTT / REUTERS

O negacionista Trump não recebeu Biden no Salão Oval, que é uma das “tradições” das eleições da democracia liberal nos Estados Unidos. Para reforçar sua estratégia de questionar os resultados das eleições, o que alimenta o discurso mais radicalizado de sua base, trabalhou normalmente em seu gabinete e inclusive deu uma ofensiva ao demitir o chefe do Pentágono que se colocou contra a medida de massacre que Trump queria realizar ao colocar tropas do exército nas ruas para reprimir os atos dos manifestantes anti racistas, principalmente do movimento Black Lives Matter que compuseram enormes protestos contra a violência policial após o assassinato violento de George Floyd.

O novo chefe do imperialismo, Joe Biden, segue as “normas padrões” com seu governo para se posicionar como a “solução viável” contra o negacionismo de Trump, contando com uma forte equipe de transição de governo e organizando um programa de combate à pandemia do coronavírus.

A questão central é que, por um lado, as eleições dos Estados Unidos não demonstrando uma avassaladora derrota dos Republicanos, isso mostra que ainda o trumpismo tem forte influência na sociedade e nos setores conservadores e isso permite que Trump recorra ao judiciário para anular os resultados eleitorais. Ao mesmo tempo, esse cenário, mais o resultado não avassalador de vitória Democratas, implica que há ainda uma profunda crise política nos Estados Unidos e que Biden vai ter que lidar com muitos setores progressistas, principalmente aqueles últimos que foram às ruas, lutando contra a política imperialista e racista característica histórica de seu partido.




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