SAÚDE

Sem EPIs e sacrificados: A cada minuto, 1 profissional da saúde é contaminado no Brasil

Profissionais da saúde que são linha de frente no combate à covid-19, são apontados como principais vítimas da contaminação, segundo dados do Ministério da Saúde. Resultado da falta de EPIs de qualidade para os profissionais da saúde e que em alguns estados pelo Brasil tiveram seus salários atrasados em meio à pandemia.

terça-feira 25 de agosto| Edição do dia

O Brasil já alcança mais de 115 mil óbitos e quase 4 milhões de contaminados, isso com a subnotificação dos casos. O ministro saúde, Eduardo Pazuello, fqaz demagogia sobre distribuição de testes para os estados mais afetados pela covid, mas até agora o que se vê é ausência de testes massivos em todas as regiões do país. Esse é o mesmo ministro da saúde que no mês de julho manteve 9,8 milhões de testes parados enquanto as infecções e mortes pelo coronavírus aumentavam de forma assustadora.

São aproximadamente 258.190 profissionais de saúde com covid-19 e os mais atingidos são os técnicos de enfermagem com 88.898 de confirmados, os enfermeiros são 37.689 e os médicos 27.767. Além desses profissionais, os agentes de saúde também foram confirmados e são 12.545. Entre as trabalhadoras recepcionistas de postos de saúde, são 11.097 infectadas e lamentavelmente 226 mortes já ocorrerem entre essas profissionais. Cada óbito é responsabilidade do governo Bolsonaro e seus aliados militares. E cada uma dessas mortes poderiam ser evitadas se a principal preocupação desse governos fosse as vidas dos trabalhadores.

A equipe do Esquerda Diário recebeu muitas denúncias de trabalhadores da saúde em condições precárias de trabalho no pico da contaminação da covid-19. Os próprios trabalhadores da USP denunciaram as precariedades nos seus locais de trabalhos, sendo muitos trabalhadores eram grupo de riscos e que tinham familiares que também eram. No Rio de Janeiro também recebemos denúncias dos profissionais de saúde dos hospitais públicos que estavam sendo expostos ao vírus sem material de proteção individual. E como se não bastasse, recebemos relatos de um hospital no Rio de Janeiro que os enfermeiros e enfermeiras dormiam no chão durante as extenuantes jornadas de trabalho às quais estão submetidos esses profissionais.

Os governadores de alguns estados pelo país, como por exemplo de São Paulo e do Rio de Janeiro, durante a pandemia tiveram divergências com a política negacionista de Bolsonaro, porém nos seus estados nenhum deles adotou medidas de fato eficazes ao combate da covid-19. Ao contrário, todos adotaram medidas de ataques aos trabalhadores e sem preocupação se estamos ou não em meio a uma pandemia. Ficou claro que os governadores e o congresso podem ter diferenças com o governo Bolsonaro, porém isso não significa que não estejam aliados quando se trata de descarregar a crise nas costas dos trabalhador. Mais uma vez as classes ficaram muito bem demarcadas, com trabalhadores de um lado na linha de frente se enfrentando e morrendo em meio à pandemia, e do outro os capitalistas dispostos a tudo para garantirem seus lucros.

Por isso é necessário um SUS sob controle dos trabalhadores, e que os profissionais de saúde em aliança com outras categorias da classe trabalhadora decidam os rumos do país. Mais do que nunca ficou claro para todos que a classe trabalhadora é essencial para o funcionamento de tudo. Sem confiança em figuras da burguesia que não representam os interesses de nossa classe, é preciso apostar na classe trabalhadora que tudo produz.




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