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DESMATAMENTO | Segundo relatório, Brasil tem somente 12,4 % da vegetação original da Mata Atlântica

O relatório da fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mostra o avanço do desmatamento no bioma mais ameaçado do Brasil. Diariamente desaparece da Mata Atlântica o equivalente a 36 campos de futebol, fruto da irracionalidade capitalista que destrói o planeta para garantir o lucro de uma minoria.

quinta-feira 1º de julho | Edição do dia

Foto: reprodução/Unsplash

Os dados do relatório mostram que o Brasil possui somente 12,4% da vegetação original da Mata Atlantica. Este bioma que foi o primeiro a sofrer com o desmatamento na chegada dos portugueses no Brasil mantém ainda hoje um alto índice de desmatamento.

Entre 2019 e 2020, foram devastados 130 km² do bioma, o que representa uma média que equivale a 36 campos de futebol cobertos com vegetação diariamente retirados.

Dentre as principais causas do desmatamento estão a expansão da agropecuária, a expansão das zonas urbanas, devido a especulação imobiliária, e o corte ilegal de árvores para a produção de carvão.

Esse desmatamento, que em todos os governos ocorreu de maneira indiscriminada, no governo Bolsonaro, que tem como base de apoio os setores do agronegócio, teve um incentivo maior ainda, com as tentativas do agora ex-ministro do meio ambiente Ricardo Salles de afrouxar todas as leis de proteção ambiental, falando inclusive em “passar a boiada”.

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Em abril do ano passado, Salles propôs a Jair Bolsonaro mudanças na lei da Mata Atlântica. Os retrocessos de Salles, que acabaram por pressão não sendo levados a frente, permitiriam o desmatamento sem um parecer obrigatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e dos Recursos Naturais Renováveis para áreas com até 150 hectares e ainda excluiria alguns tipos de vegetações nativas da obrigatoriedade de proteção.

É nesse marco de destruição e desmatamento que o governo junto ao congresso está passando a PL490 e o marco temporal com o intuito de acabar com o direito à terra de centenas de povos indígenas, para invadi-las livremente.

A sanha predatória do capitalismo e de seus agentes já devastou grande parte das florestas brasileiras, que já foram colocadas a disposição das metrópoles colonizadoras e que agora servem ao imperialismo e aos capitalistas do agronegócio brasileiro.

Se o capitalismo destrói o planeta, destruamos o capitalismo.

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Veja o Esquerda Diário Comenta sobre o PL 490:




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