Política

MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS

Seguindo os passos de Bolsonaro, Melo promete escolas cívico-militares em Porto Alegre

Sebastião Melo, candidato da extrema-direita em Porto Alegre, se apoia em Mourão para inaugurar escolas cívico-milites na cidade, buscando a introjeção da repressão nas escolas contra o pensamento crítico dos jovens e professores.

quarta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Imagem: Joana Berwanger/Sul21

O candidato quer militarizar as escolas para controlar e reprimir os estudantes, cercear o espaço de debates nas salas de aulas, aumentar a influência da extrema direita na juventude e perseguir professores. A liberdade de cátedra fica ameaçada frente a essa proposta, assim como o desenvolvimento pleno das capacidades pensantes de cada indivíduo.

Sebastião Melo se apoia no PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão, defensor da ditadura e que nega a existência da tortura, na sua coligação para passar essa proposta. Também estão o DEM e Solidariedade, conformando um arco reacionário que pretende aprofundar uma Porto Alegre a serviço de um punhado de empresários enquanto para as amplas maiorias só sobram as migalhas.

O candidato reacionário disse se tratar de "sucesso" pedagógico e de não ter planos para a quantidade de escolas: "Não vou dizer que vão ser uma, duas, três. Quantas forem possíveis nós vamos fazer em Porto Alegre".

O projeto segue a militarização da política nacional, que se expressou nessas eleições com 50 militares para prefeito e 807 para cargos de vereador. Esse regime fruto de um golpe quer militarizar todos os âmbitos da vida, e a escola é uma instituição fundamental para isso, para impor pela repressão sua agenda econômica para que sejam as mulheres, os negros, os lgbts e os trabalhadores que paguem pela crise.




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