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15 DIAS ANTES DA FACADA | “Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”, diz Bolsonaro a Joice dias antes

A ex-aliada do presidente, Joice Hasselman (PSL), disse que 15 dias antes do ocorrido em Juiz de Fora, em 2018, Bolsonaro afirmou que “Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”. A deputada também contou como no dia da facada havia uma situação estranha e com a “célula de segurança incompleta”

segunda-feira 5 de julho | Edição do dia

Os mistérios envolvendo a famigerada facada de 2018 não param de crescer. Agora foi a vez da ex-aliada de Bolsonaro, Joice Hasselman, dar uma declaração no mínimo suspeita. Em live para o Diário do Centro do Mundo, a deputada contou detalhes assombrosos de dias que antecederam a viagem à Juiz de Fora, MG. Veja o vídeo ao final da matéria.

Vale lembrar que dias após a eleição de Bolsonaro, o capitão foi flagrado em vídeo fazendo um churrasco e manuseando uma “faca de 1 milhão de votos”, segundo ele mesmo.

O relato dela começou assim, sobre a facada: “Eu não tenho informação a respeito, mas alguns fatos me deixaram muito apreensiva depois do que aconteceu. Eu viajei algumas vezes com o presidente durante a campanha e, em uma daquelas viagens, pela região de Araçatuba, eu pedi a ele que usasse colete à prova de balas quando estivesse em meio à multidão. Às vezes estava calor, mas eu fazia ele sair de colete. Na volta ele entrou no carro, eu falei pra ele tomar cuidado, muita gente, questão de segurança, e aí ele falou ‘Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição’”.

Por mais difícil que seja acreditar no que sai da boca dessa reacionária que votou inúmeras medidas contra os direitos dos trabalhadores, até agora, Bolsonaro não negou o que Joice disse. Chama atenção também Joice se calar sobre isso durante tanto tempo.

- Leia mais: Greve Geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte

Depois, Joice relatou como foi estranho o dia em que Bolsonaro tomou a facada: “No dia da tragédia, algumas coisas me deixaram com estranhamento. Primeiro, o número de policiais ao redor dele estava reduzido pela metade. Naquele dia, a célula de segurança estava incompleta. Algumas pessoas que normalmente estariam com ele naquele momento, como eu mesma, não foram comunicadas daquela agenda”, contou Joice. “Outra coisa que estranhamos foi ele estar nos ombros de alguém.”

Veja o momento em que Joice detalha os ocorridos:




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