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GREVE GERAL PARA DERRUBAR BOLSONARO | "Se centenas de sindicatos votam pela Greve Geral, a CUT e CTB teriam que se movimentar", diz Marcello Pablito

Diante da situação catastrófica e em meio às mobilizações que vêm acontecendo e estão sendo convocadas, é preciso um plano de lutas que não desgaste Bolsonaro, mas demonstre toda a força que a classe trabalhadora e a juventude têm, através de uma forte greve geral. Marcello Pablito, trabalhador da USP e dirigente nacional do MRT comenta sobre isso.

sexta-feira 2 de julho | Edição do dia

“A situação que vivemos hoje no país é alarmante e não faltam casos e evidências que comprovem isso. São mais de meio milhão de mortos pela Covid-19, índices históricos e recordes de fome, desemprego e trabalho precário. A responsabilidade desta situação é do governo Bolsonaro, o seu negacionismo ao conduzir a pandemia e os escândalos de corrupção de propina de US$ 1 por dose de vacina. E é também dos governadores que, apesar do discurso crítico e opositor, não apresentaram planos de emergência que salvassem vidas, empregos e perspectiva de futuro, pelo contrário.

Diante dessa situação vemos a força da indignação de milhares se expressar nas ruas nos últimos dias 29 de maio e 19 de junho, considerando o governo e sua política mais perigosos e letais do que o vírus. E para arrancarmos vitórias precisamos confiar em nossa força e indignação e, em cada local de trabalho e estudo, nos organizarmos com um plano de lutas, construindo uma forte greve geral que afete o lucro dos empresários e patrões que aproveitam dos ataques aprovados ao longo do último ano.

Entretanto, o que vemos é as centrais sindicais, dirigidas pelo PT e PCdoB, com todo o peso que têm em sindicatos pelo país, cumprirem um papel que vai na contramão de nos organizar.

Fazem de tudo para impedir mobilizações que saiam de seu controle e que demonstre a real força das massas que poderia derrubar o governo Bolsonaro-Mourão. Controlam as manifestações em curso, dando um caráter meramente eleitoral que confia e aguarda as eleições de 2022. Separam a luta da juventude, dos estudantes, da luta dos trabalhadores, chamando dias dispersos.

Entretanto, se centenas de sindicatos votam pela Greve Geral, a CUT e CTB teriam que se movimentar. Justamente por isso, é preciso fomentar assembleias por todo o país. É preciso que a esquerda, como PSOL e PSTU, não se adaptem à política sindical do PT e, nos locais de estudo e trabalho que estão e dirigem, convoquem assembleias e organizem de fato desde a base.

Precisamos apostar nas nossas forças, na unidade da esquerda que, através de um Comitê Nacional, construa uma greve geral que faça o governo e os capitalistas tremerem. E não apostar em saídas como o impeachment que aceita Mourão como presidente, um general racista e saudosista da ditadura militar, que aceita alianças com a direita como MBL, PSDB e até PSL de Joice Hasselmann”.

Leia mais: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte




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