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Exploração | "Se a gente quiser tomar água, tem que pegar copo do lixo", diz trabalhador da MRV em Campinas

A Comunidade do Esquerda Diário recebeu diversas denúncias dos trabalhadores da MRV em Campinas, que relatam que, mesmo com o aumento dos casos de Covid, a MRV mais uma vez, deixa os trabalhadores sem sabão, álcool em gel e até sem copo para beber água.

sexta-feira 21 de janeiro | Edição do dia

Com muita indignação, depois de terem feito uma forte greve para conquistar o direito à PLR, os trabalhadores voltam a sofrer nos canteiros de obras em Campinas, com o descaso da MRV.

A empresa, que segue batendo recordes de lucros a cada trimestre e foi condenada várias vezes Brasil afora por colocar seus trabalhadores em situações análogas à escravidão, agora deixa os trabalhadores em Campinas sem álcool em gel, sem sabão para lavar as mãos e até sem copo para beber água, obrigando aos trabalhadores que precisam se hidratar em meio ao calor do trabalho, a pegarem copos no lixo.

Essa situação vexatória que já é absurda em qualquer contexto, se torna criminosa em meio a uma pandemia que se combina com um surto de gripe e está com alta de novos casos.

Esse é o retrato da precarização do trabalho imposta nos canteiros, para que os donos da MRV e de outras construtoras sigam ganhando rios de dinheiro.

Como mostraram os trabalhadores da MRV, apenas com organização e luta é possível barrar as humilhações que a empresa quer impor, e poder avançar para outras demandas.

O Esquerda Diário segue à disposição dos trabalhadores, para fazer ecoar cada denúncia do seu local de trabalho e cada batalha nos canteiros. Chamamos aos trabalhadores de outras categorias, organizações e parlamentares de esquerda a se solidarizar com a realidade dos trabalhadores da MRV, construindo uma voz coletiva que dê vazão às lutas dos operários da construção civil, que somente podem confiar na força da nossa classe organizada frente às barbaridades capitalistas.




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