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Encontro Nacional da Faísca | Se a gente parar para falar, a gente tem muito a dizer

Nossas vidas, nossos sonhos, nossos questionamentos e ambições não cabem mais no que o capitalismo impõe para gente. Esse texto é um papo reto e bastante sincero para o conjunto da juventude que não aguenta mais viver nas margens da miséria e exploração capitalista.

segunda-feira 15 de novembro | Edição do dia

Qual é seu sonho? O que você tem mais vontade de fazer e realizar? Hoje por hoje o que te impede de viver para realizar seus sonhos? Se eu te falar que nosso principal empecilho para tudo é o capitalismo, você vai acreditar ? Se a gente olhar para os lados, não é muito difícil perceber que a sociedade é organizada para atrapalhar a nossa vida, repare bem, e para ser bem sincera, tenho certeza que nós já reparamos isso. Às vezes parece que demos o azar de cair na família errada, morar no local ruim, não ter estudado direito ou ter se esforçado muito pouco, é sempre um constante conflito interno com nós mesmo de procurar o culpado ou buscar uma saída aos problemas que parecem serem nossos, no entanto, todos esses problemas são estruturais do que existe de mais decadente desse sistema de miséria que reserva para os mais pobres a fila do osso e buscar comida no caminhão de lixo.

Enquanto isso, a burguesia incessantemente através dos seus grandes aparatos políticos ideológicos, como a mídia, a família, os costumes e os padrões estéticos buscam sempre destinar a juventude a uma zona de conflito subjetivo com baixa autoestima de si e de suas potencialidades. E o pior disso tudo é construir ideologicamente uma ideia de que até o final o problema, o erro e culpa estão em nós. Reparem, nossas angústias para burguesia servem para manter sua própria existência. Por favor, não conclua essa reflexão a um chamado para gente ser feliz o tempo todo ou ignorarmos a dor que nos afligem, essa reflexão compartilhada com todos é um convite aberto para fazermos a revolução.

Não quero pôr a pandemia como algo ultrapassado ou superado pois suas contradições permanecem existentes, como por exemplo, os altos números de óbitos, trabalhadores e jovens ainda super expostos ao vírus. A burguesia é astuta pensa e repensa o tempo todo como cada vez mais produzir mais mais-valia para seguir lucrando mesmo que isso custe nossas vidas. De fato a pandemia veio para aprofundar ainda mais as contradições do capitalismo, desse modo foi um grande problema para a burguesia internacional e nacional a pandemia do coronavírus, contudo, com sua sede de lucro cada vez mais sedento e colocando os lucros acima das vidas, a pandemia foi a brecha que o sistema capitalista queria para avançar mais e mais com os ataques. Podemos exemplificar isso com o aumento das demissões e contratações com salários e direitos rebaixados, o aumento da privatização, reformas e violência policial. Consequentemente, todos esses fatores geraram uma onda de opressão e precarização contra nós. Quantos jovens tiveram que abandonar seus estudos para ajudar sua família na luta contra a fome? Quantos jovens em cima das bikes de aplicativos sem o direito a parar para comer? Quantos jovens foram assassinados brutalmente pela violência policial? São quase dois anos de pandemia, mas tudo isso representa os séculos e séculos de existência capitalista que atua o tempo todo contra nós.

Estamos no penúltimo ano do governo de extrema direita de Bolsonaro que nesses três anos de governo representou o que existe de mais atrasado e perverso do sistema capitalista, porém, vale um destaque que Bolsonaro não governou sozinho durante todos esses anos, todos as medidas de ataques e reformas contra os trabalhadores e a juventude, principalmente nesses últimos três anos, tiveram aprovação do congresso e do STF, ambas são instituições políticas governamentais que só existem para instituir e garantir os interesses da classe dominante de nossa época. Sendo assim, já que essas instituições não representam os nossos interesses e muito menos estão à serviço de nossa classe, depositar as energias e forças da classe trabalhadora e juventude nas eleições de 2022 é um grande desperdício das nossas potencialidades. Seria um erro falar sobre juventude e não entrar no terreno das eleições do ano que vem, porque as eleições de 2022 é sempre um tema principalmente na juventude e, em outro nível, nos trabalhadores. De fato compartilhamos do mesmo sentimento de tirar e derrubar Bolsonaro, porém, isso não pode ser canalizado pela via das urnas e sim pela unidade estudantil- operária com trabalhadores e jovens nas ruas construindo greves, paralisações e lutas pelos seus direitos, vidas e sonhos. As eleições do ano que vem segue sendo o tema mais importante na política brasileira, inclusive, a política do PT atualmente é cada vez mais se concentrar nas eleições e canalizar todas as nossas forças na figura do Lula, mesmo que isso custe não organizar os trabalhadores para enfrentar os ataques. Os treze anos do PT administrando o capitalismo tem que servir de lição para o conjunto da juventude e todos trabalhadores que as migalhas que caíram dos altos escalões da burguesia não foram suficientes para matar nossa fome de tudo, se é a classe trabalhadora que tudo produz nessa econômica, façamos que ela tenha direito a tudo.

Chegar a um ponto de nossas vidas onde somos praticamente obrigados a lidar com o aumento da fome, misérias e mais e mais injustiças não é uma vida feita para nós, merecemos uma vida plena de sentido. Para isso a juventude precisa se apropriar e tomar para si as principais tarefas revolucionárias do século XXI e querer com toda força, vontade e paixão ser fios de continuidade do marxismo revolucionário do século XX. A burguesia quer fazer a gente acreditar que nossa vida só pode ser essa vida que nós vivemos, uma vida que é impossível acreditar no fim da violência policial e outras tantas injustiças que existem e o motivo de tudo isso é que a burguesia tem certeza que nossa classe é seu próprio coveiro. Por mim faço um chamado a todos vocês que leem nossas matérias e nos acompanham em certo nível a construir essa juventude aliada dos trabalhadores que batalha incansavelmente pelo palco mais brilhante da história, a luta de classes. Faço um convite especial para você que chegou até aqui a participar da nossa atividade de refundação da nossa juventude nos dias 10, 11 e 12 de dezembro para aprofundar e debater essas reflexões colocadas nesse texto e em tantos outros textos do esquerda diário. Entre em contato conosco através da nossa comunidade, te garanto que a única coisa que você terá a perder são as correntes que te prendem.




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