Política

PANDEMIA EM SP

São Paulo, governada por Bruno Covas, é a cidade com o maior número de mortes por COVID

Dados obtidos pelo G1 mostram que somente na cidade foram confirmados 300.905 casos e 13.128 vidas perdidas até hoje, 18/11. Um número alarmante! O dia que registrou o maior número de mortes foi 10/10: 284 pessoas morreram vítimas da Covid-19.

quarta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Foto: Paulo Lopes/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O atual prefeito e candidato à reeleição pelo golpista PSDB, Bruno Covas, esconde que foi durante sua gestão à frente da maior cidade do país que foram batidos recordes de casos e mortes diárias.

Dados obtidos pelo G1 mostram que somente na cidade foram confirmados 300.905 casos e 13.128 vidas perdidas até hoje, 18/11. Um número alarmante! O dia que registrou o maior número de mortes foi 10/10: 284 pessoas morreram vítimas da Covid-19.

Nas duas últimas semanas houve um aumento no número de internações nos hospitais municipais. Segundo os pesquisadores, além do aumento das internações, também se observa uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do coronavírus.

“Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando (uma onda da Covid com a outra)”, diz Wallace Casaca, professor da UNESP e pesquisador do CeMEAI-USP.

Em relação às internações na capital, ele afirma que entre setembro e o meio de outubro havia uma tendência de queda, depois ocorreu estagnação, mas nos últimos dias foi observada uma pequena alta. “Não está aumentando muito ainda, mas os gráficos já mostram essa tendência (de alta)”, explica.

Outro fator importante a se marcar sobre a contaminação pelo coronavírus na cidade de São Paulo é: ela se dá em maior nível nos bairros mais pobres. Enquanto 22% dos moradores dos bairros mais pobres possuem anticorpos correspondentes ao novo coronavírus, ou seja, tiveram contato com pessoas infectadas, apenas 9,4% dos moradores de bairros de renda mais alta foram diagnosticados com anticorpos do coronavírus.

Além disso, houve aumento no número de despejos, reintegração de posse e remoções de famílias se pegarmos os meses de abril, maio e junho comparados à janeiro, fevereiro e março. Foram 6 remoções que afetaram 1.300 famílias! Um descaso total com a segurança sanitária sem nenhuma proposta para atender essas pessoas, deixando-as mais vulneráveis a uma contaminação e infecção pelo coronavírus.

Bruno Covas, assim como seu padrinho político João Dória, tentam se diferenciar de Jair Bolsonaro na questão de como tratam a questão da saúde, da prevenção ao Covid-19, mas não podem esconder que se importam mais em preservar os lucros de seus amigos empresários do que com as vidas dos trabalhadores e dos mais pobres.

Não houve reconversão da indústria para que se produzissem mais respiradores, ventiladores mecânicos, todos os tipos de EPI’s necessários para àqueles que trabalham na linha de frente do combate à pandemia. Não houve testes massivos para que racionalmente pudéssemos rastrear e mapear o vírus e assim controlar sua disseminação. Ao contrário, tiveram demissões e fechamento recorde de postos de trabalho. Condições precárias de trabalho com enfermeiras usando saco de lixo como avental. Assim foi e está sendo a gestão de Covas durante a pandemia: salvando os lucros de seus amigos empresários e tratando com descaso a saúde da grande maioria dos trabalhadores da cidade!

Veja aqui: Doria e Covas não garantem nem o básico para o atendimento nos hospitais de São Paulo.




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