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Carnaval RJ | Sambódromo RJ: George Floyd na Beija Flor e estátua de colonizador derrubada na Salgueiro

Neste feriado, depois de dois anos de pandemia, as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas pelo carnaval. No Sambódromo, a luta de classes foi expressa, com o Black Lives Matter refletindo Justiça Por George Floyd, na Beija Flor, e a cena da estátua de colonizador sendo derrubada na Inglaterra sendo repetida na Salgueiro, ultrapassando as fronteiras do antirracismo liberal da Globo.

domingo 24 de abril | Edição do dia

A pandemia do coronavírus foi e é marcada por milhões de mortes em todo o mundo, por responsabilidade da irracionalidade capitalista e seus governos, em que vidas trabalhadoras e do povo pobre foram perdidas. Mas o retrato pandêmico também foi marcado por expressões da luta de classes, como o Black Lives Matter, que explodiu nos EUA com a revolta pelo assassinato policial de George Floyd e que tomou o mundo na luta antirracista, com derrubada de estátua de colonizadores, como ocorreu na Inglaterra, com manifestações massivas, por exemplo, na França, contra o assassinato de Adama Traoré.

Esse foi também o retrato dos desfiles de escolas de samba na passarela do Rio de Janeiro. Com a Beija Flor expressando a luta por Justiça por George Floyd e a Salgueiro repetindo a cena da estátua de colonizador derrubada na Inglaterra.

Não à toa, como parte da expressão das festas de carnaval que também ocorre pelo entusiasmo do povo nos bloquinhos de rua, as passarelas também são espelho da resposta que trabalhadores, negros, mulheres, indígenas e LGBTQIA+ podem desenvolver ainda mais, unificados na luta de classes. E também são um ponto de apoio da superação do suposto "antirracismo" liberal da rede Globo, que televisionou o sambódromo, visto que a saída que a imprensa burguesa apresenta é sempre pela via de que é possível negros conquistarem o topo, enquanto no chão, fora do topo, a população negra morre pelas balas da polícia, de fome, e está nos postos mais precarizados de trabalho.

A luta antirracista não pode ser disassociada da luta de classes. O combate ao racismo está ombro a ombro do combate contra a exploração, como pela defesa da efetivação dos trabalhadores terceirizados, em sua maioria mulheres negras, sem necessidade de concurso público, pela igualdade salarial entre negros e brancos. Exemplo disso são a "geração U", os jovens trabalhadores da Amazon, da Starbucks, com seus rostos negros, se sindicalizando e se organizando nos EUA.

Veja mais: Sindicalização de base: lições da vitória dos trabalhadores da Amazon nos EUA




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