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DESMATAMENTO

Salles diz que Brasil pode diminuir a emissão de gases-estufa até 2060, ignorando o aumento de queimadas

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles afirmou em pronunciamento que o Brasil pode antecipar a neutralidade de gases do efeito estufa antes do prazo previsto em 2060, no entanto o desmatamento na Amazônia e no Pantanal continuam em alta

quarta-feira 9 de dezembro de 2020| Edição do dia

Na última terça-feira (8), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou em pronunciamento no Palácio do Planalto que o Brasil pode antecipar a meta prevista no Acordo de Paris de neutralidade na emissão de gases do efeito estufa até 2060.

A meta só poderá ser cumprida caso as nações presentes no acordo cumpram o compromisso de repassar U $10 bilhões anuais ao Brasil. Esse repasse documentado pelo Acordo de Paris é um mecanismo para que países imperialistas invistam em políticas sustentáveis em países semicoloniais como forma de diminuir a emissão de gases do efeito estufa.

Contudo, em 2019 integrantes do governo Bolsonaro paralisaram mais de R $3,1 bilhões do projeto Fundo Amazônia, coincidentemente o desmatamento na Amazônia cresceu cerca de 9,5% de agosto de 2019 à julho de 2020 em comparação ao mesmo período de 2018 a 2019.

A ONG ICV divulgou uma análise de que 88% do desmatamento da região amazônica do Mato Grosso dos últimos 12 anos foi ilegal. Desta porcentagem, 54% está concentrada em propriedade particular, ou seja, sabe-se os autores dessa destruição: os grandes latifundiários e empresários do agronegócio, já que os dados analisados também mostram que essas propriedades são enormes, de centenas de hectares para criação de gado.

O desmatamento ilegal e a destruição dos biomas brasileiros não é uma novidade do atual governo. Essas investigações mostram como as riquezas naturais do país sempre foram destruídas em prol dos lucros dos latifundiários, pecuaristas e grandes empresários do agronegócio.Não existe uma saída para a destruição da natureza e do meio ambiente no capitalismo, um sistema que sobrevive desse processo para gerar seus lucros.

Veja também: Salles quer transformar Museu do Meio Ambiente em hotel de luxo

Se o capitalismo destrói o planeta, é mais que necessário que destruamos o capitalismo




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