CRISE NA SAÚDE

Salários e atrasos do 13° no município do Rio afetam a saúde já na gestão de Eduardo Paes.

Agora, já diante do governo Paes, se repete uma realidade de atraso nos pagamentos tão comum no governo de Marcelo Crivella. Atrasos atingem em especial trabalhadores da saúde que seguem no combate a pandemia.

quarta-feira 13 de janeiro| Edição do dia

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O município do Rio de Janeiro, desde antes da pandemia, vem enfrentando sucessivas crises na saúde. No último ano, com os impactos da pandemia, o cenário absurdo ao qual é relegada a saúde pública se intensificou. Se somam também todos os anos de descaso da gestão do Crivella, que impôs quase que como uma normalidade os recorrentes atrasos dos salários e aprofundou um quadro de precarização no setor. Crivella desde o começo da sua gestão aprofundou muito o quadro de crise da saúde municipal. Agora, já diante do governo Paes, que se elegeu com muito peso dos profissionais da saúde pelo desgaste que sofreu Crivella entre o setor, se repete uma realidade de atraso nos pagamentos.

O quadro se repetiu nos últimos meses de 2020 e ainda hoje há trabalhadores que não receberam seus 13° e que já se encontram com seus salários atrasados. E apesar de alguns pagamentos terem sido realizados hoje, milhares de trabalhadores seguem sem seus salários. Servidores do município seguem sem a previsão para receber seu décimo terceiro já que a prefeitura optou por pagar somente os ativos, inativos e pensionistas que recebem ate 3 mil reais. Todos os demais funcionários do munícipio o que restou foi a resposta de o município não tem dinheiro.

Grande parte daqueles que ainda não receberam seus salários e 13° são profissionais da saúde. A linha de frente de combate ao COVID, no município que até agora registra .... mortes por COVID, que durante quase todo 2020 seguiram trabalhando, dando seu suor e sangue diante de condições extremante precárias para salvar vidas não sabem ainda como pagarão suas contas.

São enfermeiros, assistentes sociais, médicos e vários outros funcionários da Rio Saúde que deveriam ter recebido no 05° dia útil seu salário de dezembro e seguem sem previsão. A prefeitura, por meio do secretario de Saúde e do secretário da Fazenda, Daniel Soranz e Pedro Paulo – este último acusado de agredir a ex-mulher diversas vezes, declarou que estão realizando todos os esforços para pagar os trabalhadores.

Vale sinalizar que além da falta de pagamento dos salários esses trabalhadores não receberam os valores do vale alimentação e do vale transporte. Na prática a prefeitura tem feito com que esses tirem dinheiros do seu próprio bolso para seguirem trabalhando em meio a pandemia.

O sindicato dos médicos, por meio de uma carta aberta disponibilizada no mês de dezembro, reforçou o pedido para medidas mais efetivas de combate a pandemia. Como primeira reinvindicação exigiam o fim doa atrasos do pagamento. Na cara um série de medidas relacionadas as condições de trabalho e a medidas essenciais para população como o início da vacinação, ampliação e manutenção do auxilio emergencial.

Eduardo Paes, atual prefeito da cidade, que se elegeu com um discurso demagógico de que seria diferente de Crivella desde o primeiro dia já mostra ao que veio. Ele e a equipe de governo da qual se orgulha, e que conta com investigados por corrupção, agressor de mulher e privatistas, seguem com os olhos fechados para as exigências dos trabalhadores.

Categorias como médicos, enfermeiros e assistentes sociais tem se reunido em assembleias para debater os passos de sua luta para que os seus salários sejam pagos. Enfermeiros e técnicos já estão de greve e outras categorias debatem a entrada em greve em seus espaços. Mostram a disposição de luta por seus direitos que precisa ser fortalecida pelos sindicatos e centrais sindicais, com ações de solidariedade e apoio ativo, para que não se naturalize a fome e o atraso de contas daqueles que estão na linha de frente no combate a COVID. Esse também é o caminho para fortalecer a luta contra os ataques que virão aos trabalhadores em 2021.




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