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CEDAE | Saiba quais capitalistas estrangeiros compraram a Cedae no leilão golpista de Bolsonaro

sexta-feira 30 de abril | Edição do dia

O Leilão golpista e ilegal levado adiante por Bolsonaro e Cláudio Castro, e aplaudido pela Rede Globo, teve fim com grandes grupos financeiros abocanhando a empresa a preço de banana.

O grande vencedor deste crime perpetrado pelo regime do golpe foi a Aegea, empresa que é tem como acionistas majoritários o Itau SA e o Fundo Soberano de Singapura – GIC Private Limited.

A Aegea levou o Bloco 1 pagando R$ 8,2 bilhões, adquirindo controle das áreas da Zona Sul do Rio e as cidades de São Gonçaço, Aperibé, Miracema, Cambuci, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Casimiro, Cordeiro, Duas Barras, Magé, Maricá, Itaocara, Itaboraí, Rio Bonito, São Sebastião do Alto, Saquarema, São Francisco de Itabapoana e Tanguá; e levou também o Bloco 4, por R$ 7,203 bilhões, adquirindo controle também do Centro e Zona Norte do Rio, além de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

A segunda vencedora deste crime que é a privatização da água em plena pandemia foi a Iguá Saneamento, outra grande empresa que atua no país com capital estrangeiro por trás. A Iguá levou o bloco 2, referente à concessão da Barra e Jacarepaguá e as cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes. Para ter possibilidade do arremate, a empresa contou com apoio do BTG Pactual (banco fundado por Paulo Guedes) e do Bradesco como consultores e representantes no leilão. Em matéria de capital estrangeiro, a Iguá tem por trás o fundo de pensão canadense CPPIB controlado pela AIMco – Alberta Investiment Management Corporation. A AIMco é de posse de nada mais nada menos pela família real inglesa, pela Rainha Elizabeth II que se faz representada no Canadá por Isabel II (o Canadá é uma Monarquia Constitucional até hoje). A empresa de saneamento que atua em diversos estados do Brasil e que está de olho na água do RJ pertence em sua maior parte a ninguém menos que a monarquia inglesa. O grupo canadense comprou várias partes da Iguá e reestruturou a empresa de olho na água do Brasil.

Ao contrário do que Bolsonaro, Paulo Guedes e Castro previam, na realidade estes grupos arremataram as partes da CEDAE bem acima das previsões dadas pelos órgãos cariocas. A verdade é que enquanto estes golpistas se consultavam com economistas do Partido Novo, que nada entendem do valor da empresa e só pensam em privatizar, por outro lado a coroa inglesa através do seu braço canadense, o Itaú de Neca Setúbal e o fundo Soberano de Singapura sabem muito bem o valor da água da Cedae, e pagaram felizes o preço por este crime.

Privatizar a água durante a pandemia é simplesmente um crime resultado do projeto golpista de país. Bolsonaro, Paulo Guedes e Castro entregam a riqueza natural do povo carioca em troca de apoio da Rede Globo, em troca de afagos com o STF que também tem interesse na privatização da CEDAE, vide a decisão monocrática autoritária de Luis Fux para que o leilão ocorresse. Esta privatização tem a cara do regime do golpe, um regime que está mudando completamente as pouquíssimas regras democráticas para impor mais ataques aos trabalhadores a ao povo pobre.
Esta privatização também contou com o a comemoração da mídia privatista – Rede Globo e companhia – que passaram todo o período fazendo propaganda mentirosa dizendo que a concessão da Cedae iria universalizar o acesso à agua e ao saneamento. Mas a privatização já começa de cara sendo desmascarada pelos próprios interesses capitalistas, já que nenhum grupo teve interesse em arrematar o bloco 3, que contém áreas pobres como a Zona Oeste do Rio, Seropédica, Paracambi, Piraí e Pinheiral.

A Alerj esboçou uma falsa resistência, com André Ceciliano tentando participar também da privatização, exigindo apenas que o governo Federal assinasse o Regime de Recuperação Fiscal para que a privatização andasse para frente. Mas a realidade do regime do golpe mostra que não há espaço para o velho regime de coalizão símbolo do período em que o PT governou o país. Só mesmo os trabalhadores e suas organizações podem derrotar esta privatização, através da sua mobilização nas ruas e nos locais de trabalho.




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