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Volta das torcidas | STJD libera torcida em jogos do Flamengo, colocando em risco funcionários dos estádios

O STJD, subordinado a CBF, decidiu que, em jogos em que o Flamengo for mandante, será liberada a presença de torcida, sendo o limite máximo definido por cada prefeitura. Esta medida coloca em risco os funcionários dos estádios, como está sendo visto na Olimpíadas de Tóquio, onde os trabalhadores são os mais infectados pela Covid-19.

quarta-feira 4 de agosto | Edição do dia

Bolsonaro junto com Rodolfo Landim. (Foto: Reprodução/Instagram)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que é subordinado a CBF, permitiu que o Flamengo, especificamente, tenha torcida em suas partidas pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. Recentemente, Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, foi indicado interventor na CBF pela justiça comum.

O limite de público em cada partida irá depender das determinações de cada prefeitura. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes já havia permitido que o Flamengo usasse 10% da capacidade do Maracanã na partida contra o Olímpia, pelas quartas-de-final da Libertadores. O prefeito anunciou, ainda, que a partir do dia 2 de setembro os estádio poderão receber 50% de público, e a partir de 17 de outubro, poderá ser utilizada a capacidade total dos estádios. Nas oitavas-de-final da competição continental, o Flamengo jogou no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, com 30% de público.

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Os trabalhadores dos estádios serão os mais afetados por esta decisão, pois serão expostos a Covid em um momento onde a pandemia ainda está em níveis altos, com mais de 900 mortos por dia. Situação similar é vista nas Olimpíadas de Tóquio.

Desde o início da pandemia, a diretoria do Flamengo assumiu uma postura negacionista, sendo um dos primeiros clubes a demandar a volta do futebol e, posteriormente, da volta das torcidas ao estádio, mesmo que, em maio de 2020 e com o futebol ainda paralisado, o massagista Jorginho, funcionário do clube havia 40 anos, morreu de Covid.

Não por acaso, o presidente Landim é aliado próximo de Bolsonaro, tendo sido inclusive cotado como possível nome para vice-presidente de Bolsonaro em 2022. Sua indicação como interventor na CBF é uma ampliação do poder do bolsonarismo na instituição, que é herdeira da Ditadura Militar e que ainda hoje possui militares em seus altos cargos.




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