Sociedade

STF vota por obrigar governo a realizar Censo em 2022, que já foi prejudicado por cortes

Após diversos ataques e cortes de verba por parte do governo Bolsonaro contra o Censo, IBGE informa que não é mais possível iniciar coleta de dados nos próximos meses.

sexta-feira 14 de maio| Edição do dia

Foto: Divulgação/IBGE

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por formação de maioria, que o governo Bolsonaro seja obrigado a realizar o Censo, mas em 2022, a fim de dar tempo de preparação ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), instituto realizador do censo.

Marco Aurélio, ministro do STF, teria dado, em abril, decisão liminar para determinar a realização ainda em 2021, mas a maioria optou por postergar para 2022.

O julgamento ainda segue em trâmite e deve terminar no final desta sexta-feira

Todo o atraso no Censo que deveria ter sido realizado em 2020 se dá por conta dos ataques do governo Bolsonaro, aprofundados durante o período da pandemia da Covid no país. No início de 2021, o censo chegou a perder 90% de sua verba, que já era insuficiente. Antes do corte, a entidade já teria que recorrer à doações, pois a verba não era suficiente para garantir EPI’s e segurança aos funcionários no período da pandemia. Após os cortes, a coleta ficou simplesmente inviabilizada, gerando a maior ameaça de apagão estatístico ao país. Novamente adiado, agora se coloca a possibilidade de sair em 2022, com um prejuízo de 2 anos, em um período onde os dados estatísticos se tornam imprescindíveis para ciência e contenção da crise generalizada que o país atravessa.

O sucateamento dos órgãos e o apagão estatístico vai de encontro com os intentos do governo Bolsonaro, que cada vez mais é pressionado pela má gestão frente à crise que se aprofunda cada dia mais no país, com aumento diário de número de mortos e infectados pela doença. Negacionista, Jair Bolsonaro aposta justamente na falta de informações para ludibriar a população e seguir seus ataques no governo.




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