Economia

PATRONAL DOS SHOPPINGS

SP: pelo lucro, empresários ignoram mil morte diárias e pressionam para reabrir lojas

Após medidas restritivas imparciais, que excluíram milhões de trabalhadores e manteve aglomerações no transporte e locais de trabalho, empresários que controlam Shoppings Centers pressionam o também capitalista e milionário Doria pela reabertura para voltar com seus imensos lucros.

sexta-feira 2 de abril| Edição do dia

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), somente Doria manterá o setor fechado. O presidente da patronal, Glauco Humai, deixa claro seu desprezo pelas milhares de mortes que atingem o Estado.

"Não temos evidência de que shopping fechado reduz a contaminação. Por outro lado, em alguns outros estados, mesmo com shopping aberto, o número de contaminados caiu", afirmou Glauco Humai para a Folha de São Paulo.

As argumentações do líder patronal são inválidas. Os protocolos, campanhas, tecnologias e “investimentos” para adequar os ambientes dos shoppings para a pandemia não levam em conta a segurança e saúde dos funcionários das lojas e estabelecimentos.

Consumidores denunciam que em diversos shoppings a medição de febre é feita de forma errada propositalmente, medida pelo pulso, para não afetar a circulação de pessoas e o lucro dos patrões. Além disso, funcionários afirmam que seguranças são orientados a ignorar a temperatura dos consumidores que entram no local.

"A seletividade de quem deve fechar e abrir não está correta. Está prejudicando os setores que investiram pesadamente e seguiram as orientações para operar", afirmou cinicamente o líder capitalista. Ele reclama que atividades como igrejas e hotelaria arbitrariamente foram privilegiadas por Doria.

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De fato, o governador tucano é arbitrário em sua decisão. Tanto as igrejas como os hotéis deveriam estar fechados e os lucros milionários de pastores e proprietários de grandes hotéis taxados para garantir os empregos, salários e direitos de seus funcionários. A rede de hotelaria que é gigantesca no Estado poderia estar servindo para o isolamento racional de infectados menos graves, para não contaminarem suas famílias em casa.

"Estamos reivindicando essa abertura em SP. Não dá mais para ficar fechado. Entendemos a gravidade da situação, como é crítico. Mas confiamos que o shopping aberto com protocolos não altera do ponto de vista sanitário", conclui.

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Nos shoppings se amontoam trabalhadores nos restaurantes das praças de alimentação, que ganham salários miseráveis. É comum observar entregadores obrigados a ficar esperando a céu aberto, mesmo que com chuva, as entregas. Funcionários das lojas são submetidos a metas absurdas e ausência de direitos.

A situação é crítica para esses trabalhadores, que são demitidos para salvar o lucro desta patronal dos Shoppings, quando na verdade deveriam ter seus empregos garantidos por uma lei que proíba demissões em todo o país nesta pandemia, garantindo o salário taxando e confiscando o lucro das grandes lojas, restaurantes e comerciantes.




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