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TRABALHADORES DA USP

SINTUSP realiza ato contra o negacionismo e autoritarismo da Diretora da FAU

Trabalhadores estiveram em frente ao prédio da FAUUSP hoje, 25, em um ato organizado pelo Conselho Diretor de Base do Sintusp para manifestar contra o retorno inseguro das atividades presenciais e contra o corte de ponto e assédio aos funcionários.

terça-feira 25 de maio| Edição do dia

Nessa semana, os funcionários da Biblioteca FAUUSP foram surpreendidos com a pressão sofrida para a volta do trabalho presencial de forma insegura, em meio a possibilidade de uma terceira onda e para uma atividade que nem mesmo é essencial: uma mudança de parte do acervo da FAU Cidade Universitária para a FAU Maranhão

A diretora da Faculdade, Ana Lanna, com respaldo da reitoria da USP, convocou 9 trabalhadores de forma autoritária e fechada ao diálogo, mesmo após os próprios trabalhadores terem pedido uma outra proposta de escala que não os colocassem expostos ao vírus. Não houve nenhum tipo de consulta aos funcionários e é mais absurdo ainda pois não se trata de nenhuma atividade essencial.

Alguns funcionários, portanto, foram contra essa medida da Faculdade e se negaram a expor suas vidas em um dos piores momentos da pandemia, em que todos nós diariamente recebemos notícias fúnebres de parentes, amigos e conhecidos. Com isso, a faculdade cortou o ponto dos trabalhadores que se mantiveram resistentes, em uma medida não somente absurda como também característica de assédio.

Veja mais: Conselho Diretor de Base do Sintusp denuncia retorno inseguro de atividades na FAU-USP

Diante disso, o Conselho Diretor de Base do Sintusp organizou um ato em repúdio ao retorno presencial inseguro e em repúdio também ao corte de ponto dos trabalhadores. A reitoria e a direção da Faculdade serão responsáveis pelas mortes que ocorrerem com essa política negligente e irresponsável diante de uma medida autoritária e banal em um momento trágico de pandemia.

Estudantes que constroem o Coletivo Faísca também estiveram presentes prestando solidariedade aos trabalhadores e denunciando a precarização do ensino e da permanência levada a cabo pela mesma reitoria da USP que ataca os seus funcionários e funcionárias. Veja em vídeo abaixo.

Confira abaixo registros do ato com o vídeo de Marcello Pablito, trabalhador da USP constrói o Movimento Nossa Classe e integra da Secretaria de [email protected] do Sintusp, diretamente do ato realizado em frente à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Weckson, estudante das Ciências Sociais da USP e militante da Juventude Faísca Revolucionária, ressalta o papel da aliança entre a juventude e os trabalhadores na luta




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