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8M: UnB | Rumo ao 8M, Grupo de Estudo do SeSo debate “Quem manda no corpo da mulher?”

Retornando com as sessões neste ano, no dia 04/03, o grupo de estudo Marxismo e Luta de Classes, em preparação para o 8M, debaterá “Quem manda no corpo da mulher?”. Sob a ótica marxista, serão debatidos temas como a violência de gênero e o aborto, mostrando como a pauta feminista e o combate à exploração e opressão das mulheres ocuparam, historicamente, um lugar estratégico para a tradição marxista.

quinta-feira 24 de fevereiro | Edição do dia

À medida que se aproxima o 8M, dia internacional de luta das mulheres, nos confrontamos com os assombrosos dados e casos de feminicídio e violência sexual no Distrito Federal. Em 2021, ocorreram 29 feminicídios na região, representando um aumento de 61% dos casos, além de 607 casos de estupro registrados, alta de 64,6%. Neste ano, em apenas 2 meses, já aconteceram 4 casos no DF. Além disso, um caso de estupro de uma menina de 14 anos, na semana passada, chocou a todos.

Por tudo isso, rumo a essa data de mobilização, nosso grupo de estudo não poderia deixar de debater a perspectiva marxista em relação ao movimento das mulheres. Dessa maneira, organizamos duas sessões especiais: a primeira a propósito do tema "Quem manda no corpo da mulher? - Violência de gênero, aborto e marxismo"; e a segunda sessão "Nós mulheres, o proletariado".

A luta pela emancipação feminina sempre foi um assunto estratégico para os revolucionários, dada a relação entre exploração e opressão que se evidencia até os dias de hoje, como na persistente diferença salarial entre homens e mulheres que maximiza o lucro dos patrões.

No Brasil de Bolsonaro, Mourão, Damares Alves, e dos ataques econômicos, as mulheres trabalhadoras ocupam as filas do osso, vêem seus filhos entre o absurdo índice de 70% das crianças sem garantia das principais refeições diárias, além da precarização do trabalho, da terceirização e da uberização, e estão entre a enorme massa de pessoas que foram morar na rua durante esses 2 anos de pandemia.

A ideologia patriarcal, que condiciona essa violência econômica, produz também a violência machista, que vemos chegar a níveis recorde insuflada pela direita e setores conservadores. Violência machista que se manifesta não apenas nos feminicídios e estupros, mas no autoritarismo do Estado brasileiro em criminalizar o direito ao aborto, levando a morte de milhares de mulheres, em sua maioria negras, que recorrem a clínicas clandestinas ou outras formas precárias. Paralelamente, vimos, recentemente, as mulheres colombianas conquistarem seu direito ao aborto, em casos até 24 semanas.

Enquanto isso, vemos as direções do movimento de mulheres, ligada ao PT e PCdoB, assim como cada vez mais o PSOL que se subordina a essa lógica institucional de conciliação, apostarem nas ilusões eleitorais para canalizar a revolta e o descontentamento dessas milhares de mães trabalhadoras, que não conseguem alimentar adequadamente seus filhos, ou mulheres violentadas ignoradas pela justiça machista, para saídas institucionais.

Declaração do Pão e Rosas: Rumo ao 8M: Fortes atos de rua para derrotar Bolsonaro, Mourão e Damares, pela revogação da reforma trabalhista e pelo direito ao aborto

Convidamos a todes a debater nessas 2 sessões do grupo de estudo nossa perspectiva do feminismo socialista, do grupo de mulheres Pão e Rosas, de que nossas demandas só serão resolvidas com milhares pelas ruas, confiando na potência das mulheres, que são parte majoritária da classe trabalhadora, para dar uma saída independente. Internacionalmente, os exemplos de luta das mulheres mostram como essa mobilização independente é possível, como a Maré Verde que arrancou o direito ao aborto na Argentina, as operárias de Mianmar contra o golpe militar, e as greves internacionais de mulheres de 2017.

É com essa perspectiva que convidamos também a marchar com o Pão e Rosas no 8 de Março, assim como a conhecer e colaborar para o lançamento do livro das Edições Iskra "Nós mulheres, o proletariado", de Josefina Martinez, do Estado Espanhol, com prefácio de Diana Assunção e Letícia Parks, que sintetiza a história viva da luta das mulheres contra o patriarcado e o capitalismo recente.

Então não perca! Sexta, 04/03, 10h00 via Google Meets! Para mais informações envie uma mensagem para 61 99903-2711 - Luiza, estudante de Serviço Social na UnB e siga a página no grupo no instagram!




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