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FORA BOLSONARO E MOURÃO | Rumo ao 29M: Por que defendemos assembleias com direito à voz e voto?

Estão marcadas novas mobilizações para o dia 29 de maio, por que é necessário defender assembleias desde cada local de trabalho e estudo com direito à voz e voto para cada trabalhador e estudante?

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 25 de maio | Edição do dia

Foto: Reprodução/Twitter:Dani Monteiro

Bolsonaro junto com o Congresso aprovou um Orçamento que põe em cheque o funcionamento das Universidades Federais, esse não é só um ataque à educação mas também a pesquisa, de vacinas por exemplo, mas também a saúde com os hospitais universitários e em parte privatizados pela EBSERH. Ao mesmo tempo, o STF quer julgar que demissões em massa não precisam nem passar pelo sindicato, junto com a aprovação da privatização da Eletrobras e o aumento da voz de Guedes para a reforma administrativa e mais privatizações.

Estudante da UFRJ: "Ir para rua é completamente necessário para garantir nossos direitos"

Esses são o nível de ataques, enquanto oferecem um auxílio de 150 reais vendo o nível de desemprego e fome subir pelo país, junto com a terceira onda da covid que pode já estar ai. Se Bolsonaro com a conivência de outros setores do regime fez Manaus de laboratório, o mesmo vem acontecendo com o conjunto da classe trabalhadora pelo país em um laboratório da precarização. Para as direções dos movimentos de massa, estas deveriam ser profundas razões para massificar e unificar a luta neste momento, mas não é o que acontece, invés disso vem dividindo sem dar peso pros dias de luta, com conivência de partidos de esquerda como o PSOL, em especial sua corrente interna a Resistência. Uma estratégia de esperar 2022 e eleger Lula, como se esse fosse governar para a classe trabalhadora.

Por isso, como foi abordado na Plenária da Faísca neste domingo(24), precisamos assembleias democráticas com todo direito à voz e voto por estudantes e trabalhadores, para organizar e massificar o dia 29, a partir de cada curso ou local de trabalho, dar voz aos participantes para que façam juntos a experiência de se organizar para o ato, se convençam juntos da necessidade de se manifestar e que consigam contagiar outros setores. Ao invés disso, a UNE mas também a CUT realizam assembleias que se não são verdadeiros palanques, se parecem com um. Como na UFF chamaram de assembleia onde 500 estudantes assistiam pelo youtube sem poder opinar.

Veja aqui: CUT quer dividir trabalhadores e estudantes: é preciso unificar forças nas ruas dia 29

A cada ataque que o governo Bolsonaro com suas motocadas atinge a classe trabalhadora e a juventude, deveria ser razão de ódio e organização. Por isso chamamos os setores da Oposição de Esquerda da UNE, PSOL, PCB, UP, PSTU que ponham seu peso nas estruturas e de figuras para que deem exemplo e exigam da UNE mas também de centrais sindicais com a CUT e CTB que organizem assembleias desde as bases com direito à voz e voto para todos.

E também: 29M: A juventude na linha de frente internacionalmente

Saiba sobre a opinião Editorial do Esquerda Diário sobre as novas mobilizações: Novos ares de mobilização e a adaptação à agenda da CPI: confiar nas forças da nossa classe e da juventude




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