Economia

RODRIGO MAIA

Rodrigo Maia: fiel aos capitalistas, trabalha em nome do Teto de Gastos e da Dívida Pública

Em entrevista ao Estado de S. Paulo neste domingo (9), Rodrigo Maia reafirmou sua defesa da EC 95 do Teto de Gastos. O presidente da Câmara disse inclusive que irá “trabalhar contra” qualquer tentativa de burlar essa emenda constitucional.

terça-feira 11 de agosto| Edição do dia

Imagem: Maryanna Oliveira/Ag. Câmara

Com essa afirmativa, deixa ainda mais explícito que seu interesse na Câmara dos Deputados não é atender as necessidades da população, mas, pelo contrário, proteger a fraudulenta dívida pública que consome uma gigantesca quantidade de orçamento do país todos os anos.

A defesa intransigente desse ataque brutal aos trabalhadores, que é a EC do Teto de Gastos, soa como se Rodrigo Maia não vivesse no mesmo Brasil que é epicentro da pandemia do coronavírus. Com colaboração direta do negacionismo de Bolsonaro, das reaberturas constantes dos comércios nos estados e da falta de EPIs adequados aos trabalhadores dos serviços essenciais, ultrapassamos a escandalosa marca dos 100 mil mortos por COVID. E ainda assim, Maia defende que o dinheiro público vá para os banqueiros e os grandes capitalistas ao invés de investir na saúde e na educação pública.

Mas não é de espantar que Rodrigo Maia teria esse posicionamento. Em entrevista ao Roda Viva no começo de agosto, o presidente da Câmara já havia afirmado "precisamos voltar a olhar o brasil como a gente tava olhando antes da pandemia". Ou seja, olhar o Brasil com os olhos dos grandes empresários sedentos por salvar seus lucros nessa crise em detrimento das condições de trabalho e vida dos brasileiros. É com essa perspectiva que Maia segue aprovando ataques aos trabalhadores, como as MPs da morte de Bolsonaro, que autorizaram corte de salários e suspensão dos contratos em meio a uma das maiores crises da história.

É também com esse objetivo que vemos hoje uma trégua entre os poderes, com os pedidos de impeachment guardados na gaveta por Rodrigo Maia. Afinal, é preciso colaboração entre Executivo, Congresso e STF para poder atacar conjuntamente a classe trabalhadora. Do contrário a câmara precisaria pautar o impeachment e deixar de lado as reformas e ajustes que salvarão os lucros dos capitalistas, a maior prioridade dos ratos que hoje compõem o Congresso.

Por isso que nós do Esquerda Diário e do MRT viemos levantando a necessidade de uma política independente da classe trabalhadora, sem depositar confiança em nenhuma das alas desse regime, que apenas atuam conforme seus próprios interesses. Nesse sentido, reivindicar o impeachment de Bolsonaro é, na prática, abrir as portas da presidência ao reacionário militar Mourão. Precisamos defender que caia abaixo todo esse regime podre do golpe institucional de 2016, por isso defendemos Fora Bolsonaro e Mourão e batalhamos pela auto-organização dos trabalhadores em cada local de trabalho na perspectiva de impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana onde possamos anular todos os ataques e o pagamento da fraudulenta dívida pública




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