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PARALISAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO

Rodoviários paralisam no ES: mais de 20 mortos pela Covid-19 e salários atrasados

Na manhã de terça-feira, 13 de março, começou a paralisação das atividades do sistema Transcol pelos trabalhadores em protesto pela antecipação da vacina contra a Covid19 para motoristas e cobradores. Na manhã de hoje também teve uma paralisação, dessa vez em protesto contra os pagamentos de salário e ticket atrasados.

quarta-feira 14 de abril| Edição do dia

Imagem: Carlos Alberto Silva

De acordo com o Plano de Vacinação do governo federal, os Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros estão contemplados no grupo prioritário, porém, atrás de vários outros grupos. Os grupos de forças de segurança e forças armadas, por vez, tiveram a imunização antecipada.

Segundo o presidente do Sindirodoviários, Marcos Alexandre, a preocupação é com o crescente número de casos da doença. "Já perdemos mais de 20 rodoviários para a Covid. Alguns ainda estão internados ou intubados. Os motoristas estão na linha de frente e todos estão assustados e com medo. Também somos essenciais e queremos nossa vacina. Numa viatura, o máximo que carrega são quatro policiais. No transporte público, junto com o motorista no ônibus lotado vão 100 passageiros. Como que é isso?”, questionou.

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Ao ser procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que os grupos prioritários para vacinação Covid-19 são definidos pelo Ministério da Saúde, e o cronograma do Espírito Santo segue a indicação do Plano Nacional de Vacinação, se isentando da responsabilidade de garantir os mínimos direitos aos trabalhadores essenciais que estão levando a população e se arriscando todos os dias nas ruas.

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De forma arbitrária, a Justiça proibiu novas paralisações e determinou que 100% dos ônibus circulassem na Grande Vitória, e caso essa medida fosse descumprida pelo sindicato, estariam sujeito a uma multa diária no valor de R$100 mil. Na prática, essa decisão também autoriza que as empresas demitam seus funcionários e retirem seus direitos à greve.

Assim como as paralisações por protesto pela antecipação da vacina contra a Covid19 para motoristas e cobradores, e contra os pagamentos de salários e ticket atrasados, tem que ser apoiado em unanimidade pela categoria o retorno dos cobradores aos ônibus, que foram suspensos da função no transporte coletivo desde maio de 2020, onde no dia Internacional da Mulher, as mulheres deram o exemplo e estiveram na linha de frente do protesto.

Essa situação demonstra o quão é necessário que todo o transporte coletivo seja estatizado e que o controle esteja nas mãos dos trabalhadores dessas empresas e seus usuários, que são as massas operárias, que necessitam de mobilidade urbana acessível e de qualidade.

Mais uma vez a crise é descarregada nas costas dos trabalhadores. As nossas vidas valem mais que os lucros deles! Todo apoio à greve e paralisação dos rodoviários.

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