Mundo Operário

RODOVIÁRIOS DO RIO DE JANEIRO

Rodoviários do Rio sofrem com ameaças de demissão, parcelamento de salários e chantagens da patronal

Empresas de transporte do Rio de Janeiro estão descarregando a crise sobre as costas dos Rodoviários.

quarta-feira 28 de abril| Edição do dia

Os rodoviários do Rio de Janeiro estão sofrendo desde o ano passado com ataques das empresas de Ônibus que estão transferindo os custos da crise para os trabalhadores. É o caso da Viação Acari, que anunciou hoje que fechará suas portas nas próximas semanas. Dentre suas linhas, a 254, 277, 457 e 607, linhas centrais que atravessam várias zonas da cidade.

São centenas de rodoviários que tem seu emprego ameaçado, e que já vinham tendo seus direitos ameaçados, com atrasos salariais e falta de pagamento do Sodexo. Relatos contaram que a empresa atrasou por dois meses o pagamento salarial.

O atraso salarial é algo de comum também na empresa Pavunense, aonde houve uma greve em dezembro do ano passado por falta de pagamento do décimo terceiro salário. Rodoviários relatam que a empresa está pagando agora o salário de março, que foi parcelado em 4 vezes, e alguns relatam que as parcelas são de 7x.

Já a empresa Paranapuã, também da capital, está atrasando a homologação de funcionários demitidos em 2020, atrapalhando que rodoviários procurem emprego em outras empresas, e, ainda, atrasando também a entrada dos trabalhadores com processos na justiça.

As chantagens vem ocorrendo em diversas empresas. Com só 40% dos carros na rua, os rodoviários de todas empresas estão trabalhando por escalas, ficando parte do mês em casa sem receber por aqueles dias, que variam de 15 a até mesmo 20 dias. Com isso, a empresa se aproveita e tenta forçar a que os rodoviários peçam demissão, evitando com isso que a própria empresa tenha que pagar o seguro desemprego.

Outra prática de algumas empresas tem sido contratar grupos de rodoviários por 3 meses de experiência, e depois mandando-os embora. Tudo para não ter que pagar direitos trabalhistas, como as empresas estão evitando já pagar, também não depositando FGTS, entre outras taxas obrigatórias.

Mais uma demonstração do que significa o transporte privado, nas mãos do Baratas e de muitos outros capitalistas, aliados de Eduardo Paes e de Crivella, que lucram cobrando pelo direito de ir trabalhar ou se locomover nas cidades, lucrando também com a super exploração dos rodoviários.

Não bastasse isso, os rodoviários ainda não tem data para serem vacinados em massa, tendo que esperar, como outros trabalhadores essenciais, na fila do calendário de idades - o Prefeito chama isso de "prioridade", mas é um calendário igual ao de idades, igual ao que já existia. Além de terem seus direitos achatados, salários atrasados e inúmeras chantagens, seguem trabalhando como trabalhadores essenciais para o funcionamento da economia, sem ter direito sequer a ter materiais de proteção, como máscaras e álcool em gel fornecido pelas empresas, e sem entrar realmente como prioridade no calendário de vacinação de Eduardo Paes.

Ouça e compartilhe o Podcast Peão 4.0!

Todos os dias, ouça a realidade contada a partir dos trabalhadores em 5 minutos!

Quer denunciar? Mande seu relato para +55 11 97750-9596
E siga o Esquerda Diário nas redes e plataformas de streaming!




Tópicos relacionados

Rodoviários do Rio   /    Eduardo Paes   /    Rio de Janeiro   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar