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Precarização | Rodoviários do RJ sob dupla jornada precária para sobreviver

Milhares são os trabalhadores que têm que usufruir do transporte de ônibus no Rio de Janeiro, sendo os motoristas de ônibus trabalhadores essenciais para essa engrenagem fundamental da movimentação funcionar.Mas, com o achatamento salarial os rodoviários são obrigados a recorrer a bicos de todo tipo, fazendo dobras em um segundo emprego, em uma segunda jornada de trabalho.

segunda-feira 16 de agosto | Edição do dia

Reprodução/ TV Globo

Milhares são os trabalhadores que têm que usufruir do transporte de ônibus no Rio de Janeiro, sendo os motoristas de ônibus trabalhadores essenciais para essa engrenagem fundamental da movimentação funcionar. Porém, as empresas as quais são responsáveis pelo transporte nada tem de intenção em administrar os transportes a serviço de garantir condições dignas de trabalho aos motoristas e consequentemente um transporte de qualidade a toda população. Assim, com o achatamento salarial os rodoviários são obrigados a recorrer a bicos de todo tipo, fazendo dobras em um segundo emprego, em uma segunda jornada de trabalho.

E como as denúncias que viemos recebendo evidenciam, os motoristas de ônibus vem pagando a conta enquanto os empresários donos das empresas seguem lucrando. Motoristas relataram ter que trabalhar em outros lugares além do ônibus para sobreviver, e mesmo assim a renda ainda continua esmagada no fim do mês.

Não poderia ser diferente, diante de uma semelhança nos próprios motoristas que nos relataram, assim como grande parcela da população, que está cada vez mais sem saída frente ao desemprego, sendo obrigadas a se juntarem aos entregadores de aplicativo. Através das denúncias relataram que dentro da redução de jornada de trabalho para quinze dias (e consequentemente redução de salário), impostas pela empresa com aval do Bolsonaro, os outros dias em que não estão em serviço no ônibus e entre as escalas, as horas são marcadas pelas entregas de aplicativo em cima da moto, tendo vários problemas de saúde como resposta a sobrecarga.

Tais condições acontecem porque esses empresários contam com a “porteira aberta” que a maioria dos governantes, junto da Câmara, do senado, utilizam de seus mandatos para viabilizar a aprovação de reformas, medidas provisórias etc que permitam, por exemplo, a redução da jornada e dos salários de seus funcionários como foi a MP aprovada pelo Bolsonaro durante a pandemia.

São dezenas de empresas de ônibus no Rio de Janeiro, sendo maneiras diferentes que cada empresa adota de como precarizar ainda mais a vida e o transporte aos trabalhadores. Todas elas custando caro ao trabalhador. Porém, assim como esses trabalhadores que hoje nos enviaram denúncias, e milhares de trabalhadores nacionalmente vem sendo impactados por essa crise, são esses os essenciais para fazer a cidade do Rio de Janeiro e o país inteiro funcionar e portanto os únicos que se mobilizados na luta podem tirar dos capitalistas o controle dos transportes e de cada ataque.

Sendo fundamental que as centrais sindicais se coloquem a serviço de construir assembleias rumo à construção de um plano nacional de mobilização para atacar os responsáveis de conjunto, como o Bolsonaro, Mourão, o STF e fazer os capitalistas paguem pela crise e não mais classe trabalhadora.




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