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Greve operária | Rodoviários de Belém decretam greve contra a patronal e por salários

A partir desta terça-feira, rodoviários que rodam em Belém, Ananindeua e Marituba decidiram paralisar exigindo reajuste salarial de 12%, ante proposta de 4% da patronal. Frente essa diferença, em assembleia os rodoviários decidiram paralisar 100% da categoria. Segundo o sindicato, além de não chegar a um acordo no reajuste, não foi oferecido um aumento no ticket alimentação.

terça-feira 3 de maio | Edição do dia

Os trabalhadores prometem não voltar ao trabalho enquanto a patronal não oferecer algo perto do que estão reivindicando. Além da questão salarial, os trabalhadores alegam que a patronal pretende extinguir a função de cobrador, o que acarretaria em sobrecarga aos motoristas e uma série de demissões, além de mais precarização do transporte público. A prefeitura de Belém, de Edmilson Rodrigues (PSOL), tentando mediar esse conflito ofereceu uma isenção de alguns impostos, o que por ora não resolveu a questão. Isso em um contexto que, no último mês de Março, ocorreu um aumento da tarifa dos ônibus em Belém, de 3,60 para 4,00.

A luta por reajuste salarial é justa e necessária ao ponto que a inflação, fruto da ganância e capitalista, corrói o salário dos trabalhadores e provoca cenas como a da fila do osso. O governo de Bolsonaro, Mourão e os militares fazem demagogia enquanto usam da verba pública pra comprar picanha, whisky, cerveja e viagra. Essa crise não pode pagar os trabalhadores, mas sim os capitalistas. As nossas reivindicações conquistaremos apenas com a força da nossa luta e mobilização, sem confiar na conciliação de classes de Lula e PT e a majoritária do PSOL.

Matéria em construção...




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