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CSN | Revoltados com a intransigência, trabalhadores da CSN rejeitam em massa nova proposta da empresa

A luta dos trabalhadores da CSN já dura quatro semanas contra a bilionária empresa de Benjamin Steinbruck. Mesmo com a perseguição e demissões diárias dos trabalhadores, inclusive muitos dos membros da comissão, os trabalhadores da CSN votaram massivamente NÃO ao acordo de miséria.

quarta-feira 27 de abril | Edição do dia

Nesta tarde os trabalhadores da CSN realizaram a votação sobre a proposta de pauta que a empresa apresentou contra a proposta que a comissão de trabalhadores eleita pela base está reivindicando. Foram 6569 votos pelo não contra 250 a favor e 7 brancos e nulos. A intransigência da empresa foi respondida por ainda mais trabalhadores do que na votação da primeira proposta e antes das demissões. Os votos “não” tinham alcançado 6060 trabalhadores na primeira votação, e muito mais trabalhadores se mobilizaram novamente e foram à praça pública depositar seu voto de rechaço à patronal exploradora.

Trabalhadores em fila para votação

Hoje até mesmo o sindicato (Força Sindical) foi obrigado a reconhecer que os trabalhadores estão mais que convencidos que merecem muito mais respeito dessa empresa. Até hoje só negociavam pelas costas com a empresa e defendiam as mesmas propostas que os patrões. Mas hoje isso mudou, até mesmo eles tiveram que ir na votação e defender a recusa do acordo junto com os trabalhadores. Porém, os trabalhadores não podem confiar no sindicato para conduzir sua luta, não deu uma mostra de que vai organizar essa insatisfação e menos ainda que vai deixar as vozes da categoria, legitimamente eleitas em assembleia se expressarem nas negociações diante da patronal.

Durante a votação a diretoria do sindicato, que estava de cima do caminhão de som e contava com um forte esquema de segurança, foi massivamente vaiada quando tentou deslegitimar a solidariedade e apoio de companheiros de outras organizações, como da CSP-Conlutas.

Para ver um relato do desenvolvimento do conflito desde os primeiros dias veja aqui -> [
“Tem uma hora que tem que falar basta”: a luta dos homens e mulheres do aço da CSN inspira

A intransigência da empresa é absurda, mas mesmo com a perseguição e demissões diárias dos trabalhadores, inclusive muitos dos membros da comissão, os trabalhadores da CSN votaram massivamente NÃO cantando com toda força “O Pião voltou!” e a “Roubalheira acabou”. Os bravos homens e mulheres de aço da CSN estão mostrando que pelas passarelas, corredores, galpões de manutenção, andaimes, auto-fornos, coquerias e aciarias dessa empresa gigantesca ainda corre viva a tradição de 1988 que é marcada pela ocupação da fábrica e intransigência mesmo diante da repressão sangrenta que os militares fizeram, matando William, Walmir e Barroso.

Trabalhadores comemorando a votação junta a sua faixa chamando o voto "não"

É urgente um plano de lutas contundente para que esse resultado possa se expressar com força impondo que a CSN tenha que atender as demandas de todos os trabalhadores. A readmissão de todos os demitidos é o primeiro ponto da proposta da comissão, além deles estão os 25% de reposição de perdas salariais pelos anos sem aumento mais aumento real, PLR de 25% dos dividendos, aumento do ticket para R$800, mudança do plano de saúde entre outras pautas. Para arrancar isso é preciso reconhecer a legitimidade da comissão que já vem impondo inclusive que o sindicato tenha que se mover e fortalecer todas as medidas que possam fazer a CSN recuar, lembrando sempre que a única língua que o patrão realmente entende é máquina parada e ver que a luta ganha cada vez mais apoios na cidade e em todo o país.




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