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Guerra na Ucrânia | Reunião entre Rússia e Ucrânia termina sem acordo enquanto a Rússia segue ofensiva militar

A reunião ocorreu na cidade de Gomel em Belarus, perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto o conflito continua em solo ucraniano. Sem acordos concretos entre as partes, foi indicada uma nova reunião em um futuro próximo.

terça-feira 1º de março | Edição do dia

Foto: Sergei Kholodilin/BELTA/AFP

As comitivas russa e ucraniana se reuniram no começo da tarde de hoje, horário local, manhã no Brasil, na cidade belarussa de Gomel, na fronteira com a Ucrânia, com o intuito de discutir uma solução para o conflito. Como desenvolvemos neste artigo, de acordo com a agência de notícias Interfax, por parte da Russia Vladimir Medinsky - assistente do presidente da Federação Russa, disse que “revisamos todos os itens da agenda em detalhes e encontramos alguns pontos sobre os quais podemos prever posições comuns... Mais importante, concordamos em continuar o processo de negociação” enquanto da parte ucraniana Mikhail Podolyak - conselheiro do chefe do gabinete do presidente da Ucrânia “as partes identificaram uma série de questões prioritárias sobre as quais determinadas decisões foram delineadas”.

Enquanto acontecia a reunião, se anunciava nos jornais a intensificação do conflito em Kharkiv de 1,5 milhão de habitantes no leste da Ucrânia, segunda maior cidade da Ucrânia que é um importante polo industrial e científico do país. Jornais pelo mundo anunciaram bombardeios russos com múltiplos foguetes na área residencial da cidade que teriam matado 11 civis e ferindo dezenas de acordo com diversos jornais.

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De acordo com as ONGs Human Rights Watch e a Anistia Internacional, a Rússia tem atacado diversas cidades ucranianas com bombas de fragmentação, munição proibida pela convenção de Genebra em 2008. Os artefatos teriam sido utilizados De acordo com o Washington Post, hoje pela manhã, a Lituânia entrou com pedido de investigação de crimes de guerra praticados pela Rússia devido à utilização de tais artefatos e ataques a áreas residenciais, onde não haveriam alvos críticos como instalações militares ou pontos estratégicos.

Na última madrugada os combates se intensificaram na cidade portuária de Mariupol, localizada na costa do Mar de Azov. De acordo com o chefe da Administração Marítima da Ucrânia, Vitaliy Kindrativ, o porto sofreu danos consideráveis em face à artilharia naval russa, e teme a invasão de mais tropas russas que estariam embarcadas nos navios, noticiou o jornal O Globo.

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O ministro da defesa da Rússia anunciou que tomaram o controle das cidades de Berdyansk and Enerhodar na região de Zaporizhzhya no sudeste da Ucrânia, onde se localiza a usina nuclear de Zaporizhzhya, reportou a agência russa Interfax.
Devido a escassez e desencontro de informações vindas de solo ucraniano, não é possível precisar o número de mortos e refugiados. As agências de notícias ocidentais trabalham com o número de mais de 500 mil refugiados. Segundo o comissário de direitos humanos da Ucrânia, estimou no dia de ontem (27) em 210 o número de vítimas civis incluindo várias crianças, número que cresce a cada dia.

Segundo autoridades ucranianas, as forças russas não conseguiram avançar definitivamente devido à resistência do exército e de civis que se incorporaram às forças de defesa ucranianas. Já, de acordo com o jornal britânico The Guardian, muitos especialistas avaliam que as tropas russas têm avançado mais devagar do que esperavam.

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