Mundo Operário

DESEMPREGO

Retomada de vagas destruídas com a pandemia é lenta, aponta IPEA

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta dados que mostram que a retomada de vagas destruídas é lenta

quarta-feira 11 de novembro| Edição do dia

Foto: EFE

O mercado de trabalho gerou 1,5 milhão de vagas em agosto e setembro, apenas de 10,3% a 11,3% do total de vagas perdidas por conta da pandemia de covid-19, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O trabalho doméstico e o emprego no setor de serviços, com destaque para a atividade de alojamento e alimentação, foram os mais atingidos.

Pode interessar: Mesmo com reaberturas, desemprego permanece alto com 12,6 milhões sem trabalho.

Embora a retomada da economia no terceiro trimestre tenha sido até mais forte do que inicialmente estimado por economistas, o movimento não se traduziu em abertura generalizada de vagas, mas principalmente no aumento de horas trabalhadas por quem não perdeu a ocupação, disse o pesquisador Marcos Hecksher, autor do estudo. Ou seja, menos pessoas estão trabalhando mais, enquanto falta trabalho para milhões. É o aumento da exploração do trabalho que está cada vez mais latente para milhões de trabalhadores, com condições cada vez mais precárias de trabalho e que se aprofundou com a reforma trabalhista de 2017.

Pode interessar: Conheça o Observatório da Precarização do Trabalho e da Reestruturação Produtiva.

É necessário um programa de divisão das horas de trabalho sem redução dos salários. Proibição das demissões em meio à pandemia para, de fato, garantir os empregos no país e renda básica de no mínimo R$2 mil para que os desempregados possam resguardar suas vidas. Uma lei que proíba as demissões e se a empresa fechar, que os trabalhadores tomem a fábrica e se autogestione o funcionamento da mesma pelo controle dos próprios trabalhadores.

Se faz necessário, também, um plano de obras públicas, controlado pelos trabalhadores, para enfrentar o problema de infraestrutura, construindo mais hospitais e realizando mais obras da necessidade da população, como obras para enfrentamento da crise de moradia. E para que isso aconteça sem as negociatas fraudulentas entre o governo e as empreiteiras tradicionais, que são mais um meio de escoar o dinheiro público para a mão de empresários do setor, é de suma importância que os trabalhadores estejam à frente, no controle do plano de obras.

Veja aqui: Manifesto: Propostas do MRT diante da crise no Brasil e no mundo.




Tópicos relacionados

pandemia   /    Governo Bolsonaro   /    Plano de obras públicas   /    Trabalhadores   /    precarização   /    Desemprego   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar