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Resultado das Eleições do CO - USP: Vitória da democracia operária

Foi publicado na tarde de hoje, 6 de março, o resultado das eleições para representantes dos funcionários técnico-administrativo ao Conselho Universitário da USP (CO), órgão máximo de deliberação da universidade. Vitória da democracia operária!

sexta-feira 6 de março| Edição do dia

Os eleitos foram: Bárbara (Babi) Della Torre, trabalhadora do Hospital Universitário e integrante da Secretaria de Mulheres do Sintusp com 2.417 votos e Reinaldo Santos de Souza, trabalhador da Faculdade de Educação e diretor do Sintusp com 2.177 votos.

Ambos foram escolhidos pela Assembleia de Trabalhadores da USP, chamada pelo SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP), para concorrerem às duas vagas para o Conselho Universitário. Em agosto deve acontecer novas eleições para a terceira vaga e a escolhida para concorrer, representando a assembleia é Vania Ferreira Gomes Dias funcionária da Escola de Enfermagem e diretora do Sintusp.

A vitória dos candidatos escolhidos pela assembleia é uma vitória da democracia operária e de todos os trabalhadores.

Pela primeira vez na história desse conselho, uma trabalhadora do hospital universitário representará os trabalhadores. Um ponto de apoio à luta do hospital que sofre com o desmonte e sucateamento e à a todos os trabalhadores, a comunidade USP e à população.

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O Conselho Universitário (CO) é o órgão máximo de deliberação da universidade. No entanto, a representatividade de cada setor da universidade (estudantes, funcionários e docentes) é bastante estratificada, estabelecida por um Estatuto feito na época da Ditadura Militar. Mais de 85% das cadeiras no CO é de diretores das unidades de ensino e pró-reitores (altos cargos de docentes titulares no topo da carreira) e um membro de cada congregação. Também possuem cadeiras permanentes Fundações privadas e entidades patronais como a FAPESP (Fundação de Pesquisa), FIESP, FECOMERCIO e FAESP. O restante das vagas é ocupado por estudantes e 3 vagas para a representação dos funcionários da universidade. Ou seja, um espaço nada democrático, embora possua um grande poder para decidir os rumos da universidade.

Assim, a batalha que os representantes dos funcionários travam não é para convencer a alta casta de privilegiados que compõe o conselho, mas para fortalecer a mobilização de estudantes e trabalhadores contra a precarização do trabalho e do ensino, contra o governo Bolsonaro e Dória que sistematicamente atacam a educação e a saúde, contra o desmonte da universidade para que esta esteja verdadeiramente à serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

Lutamos por uma estatuinte livre e soberana para que sejam os estudantes, trabalhadores e professores que dirijam a universidade dissolvendo assim este antidemocrático conselho para colocar todo o conhecimento que é produzido aqui a serviço da população!

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