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Respiradores: equipamento essencial para o tratamento de pacientes graves com COVID-19

Equipamento é essencial para o tratamento de pacientes em situação grave, podendo sua produção ter sido realizada pelas indústrias nacionais que, ao invés de girarem para produção de todo insumo necessário para o combate e o tratamento de pacientes, somente buscaram meios para não verem seus lucros afetados durante esse período, como demissões, quebra de acordos coletivos e ataques contra direitos trabalhistas.

quarta-feira 7 de outubro| Edição do dia

Foto: Stephane Mahe/Reuters

Trazendo ao mundo uma crise sem precedentes, a COVID-19 se alastrou por todo globo com grande velocidade. O mês de agosto encerra com mais de 25 milhões de infectados, segundos dados disponibilizados pela Wikipedia, fazendo com que o novo Coronavírus seja pauta recorrente, mesmo depois de dez meses desde o seu primeiro caso.

E é diante desse cenário que surgem preocupações: chefes de estado acompanham de perto a possibilidade de retomada no “novo normal”, sem deixar de lado a quantidade de casos graves para a tomada de decisão.

Segundo dados disponibilizados pelo CCDC, Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China, 80,9% dos acometidos pela infecção causada pelo Sars-CoV- 2 apresentam apenas sintomas brandos. Por outro lado, 13,8% são severos. Ainda assim, o perigo está na menor porcentagem: 4,7% dos casos se desdobram em um quadro grave.

Estes, demandam internação em UTIs, Unidades de Terapia Intensiva, e, muitas vezes, o uso de respiradores torna-se decisivo para que os pacientes se mantenham vivos.

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Sintomas que não podem ser ignorados

Como dito acima, a grande maioria dos casos da COVID-19 não apresenta riscos. Isso quer dizer que muitos deles terão sintomas similares a uma gripe: tosse, cansaço e febre.

Entretanto, alguns serão acometidos por outros tipos de problemas - em alguns casos, o resultado pode ser a inflamação do pulmão. “Quando um paciente demonstra falta de ar, é preciso ficar em alerta. Esse é um dos sintomas que não podem ser ignorados”, aponta Luiz Santos, sócio-fundador da Billab Tech Medical Supply, empresa especializada na venda de equipamentos médicos

Uma vez que o pulmão é comprometido, torna-se incapaz de realizar a sua função da forma correta. É assim, então, que um paciente pode precisar do apoio de um respirador. A ventilação mecânica ajudará a suprir a carência de oxigênio no corpo e apoiará a recuperação de modo geral.

“Quando um paciente vai para a UTI e utiliza um respirador, a grande intenção é manter a saturação acima de 94%, mínimo aceitável para que o funcionamento do corpo como um todo se sustente”, diz Luiz.

Contém conteúdo da Agência Estado




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