GREVE

Residentes do Hospital São Paulo anunciam greve contra a precarização do trabalho

Médicos residentes do Hospital São Paulo anunciaram greve contra a escassez de remédios e equipamentos, denunciando a precarização da estrutura hospitalar. A greve começa esta terça-feira, dia 9. O hospital vem sofrendo com falta de recursos público desde 2017.

segunda-feira 8 de fevereiro| Edição do dia

O Hospital de São pertence à rede pública de saúde, o SUS, e está ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Segundo relatado à Folha, médicos afirmam que a estrutura hospitalar vem passando por uma grave crise de financiamento e, desde o ano passado, a situação vem piorando. Em 2017, o governo Temer decidiu suspender o repasse da verba ao Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. Nas atuais circunstâncias, não há abastecimento suficiente de antibióticos e luvas.

Nesta segunda-feira (8), não haviam materiais básicos para o hospital, como álcool, anestésicos, seringas, aventais, etc. Não existiam suprimentos para atender aos pacientes e nem equipamentos necessários para efetuar as consultas, um estado de extrema precarização.

A greve conta, por enquanto, com 100 profissionais, porém, pode ser que outros 200 venham a engrossar as fileiras da greve, que é um instrumento clássico e estratégico de luta da classe trabalhadora, pois a produção do hospital depende senão do trabalho essencial que cumprem os profissionais da área da saúde.

Situação semelhante foi enfrentada pelos trabalhadores do Hospital Universitário da USP, que denunciaram por dias a escassez de vacinas para o corpo de enfermeiros e médicos, o que provocou imediatamente um racionamento. Além disso, a reitoria e o governo não asseguraram que a vacina chegasse aos terceirizados, aprofundando mais a separação em relação aos demais profissionais efetivos. Porém, em greve, simbolizando luta e solidariedade por vacina para todos, os trabalhadores do HU conquistaram 800 doses a mais que o reservado, demonstrando a força da organização entre categorias distintas que passam por comum descaso, tanto da superintendência do Hospital como pelo governo de Doria (PSDB) que faz demagogia com a vacinação.

O Esquerda Diário se solidariza com os residentes em greve e seguirá acompanhando a resposta tanto do Estado, como do próprio Governo Federal. Bolsonaro e João Doria são responsáveis por ataques à saúde pública, ambos não foram capazes de implantar qualquer controle científico da pandemia, com testes massivos, abertura imediata de todos leitos fechados do SUS e, agora, embora pareça haver uma disputa entre o negacionismo bolsonarista e Doria, vemos que eles não garantem um programa de vacinação realmente capaz de oferecer doses que atendam massivamente à população, que segue morrendo pelo desastre da saúde e pela crise econômica.




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