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Crise hídrica | Reservatórios das hidrelétricas marcam níveis mais baixos para a época, em mais de 20 anos

A crise hídrica, no país, se agudiza, com os reservatórios marcando os níveis mais baixos, referente a época do ano, desde o ano 2000. Devido a preocupante situação, apagões ainda podem acontecer nos próximos meses.

sexta-feira 15 de outubro | Edição do dia

Foto: PAULO WHITAKER/REUTERS

Os reservatórios das hidrelétricas do sudeste e centro-oeste, responsáveis por mais da metade da geração de energia do país, registraram o menor nível de armazenamento desde o ano de 2000. Na última quinta-feira (14), o nível de armazenamento foi quantificado em 16,86%, menor até mesmo do que a mesma data no ano de 2001 (21,4%), situação essa em que ocorreu um racionamento de energia. A situação crítica faz com que os riscos de apagões nos próximos meses ainda não sejam descartados. O reflexo da crise hídrica já mostra o seu peso nas atuais contas de luz, que atualmente estão tarifadas na bandeira de escassez hídrica, a mais cara, que adiciona R$14,20 de tarifa a cada 100 kW/h.

Enquanto isso, na completa falta de planejamento, Bolsonaro segue apenas fazendo demagogia com a situação cada vez mais calamitosa, citando que as chuvas voltaram e os reservatórios se recuperaram, logo, as tarifas irão baixar. Bolsonaro chegou a dizer que determinaria ao ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) que baixasse a tarifa para bandeira normal. Nada mais se trata do que uma zombaria com o povo ou, no mínimo, um profundo desconhecimento das instituições pelo próprio presidente, já que a determinação da tarifa não está nem mesmo sob poder do ministro, mas sim da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além disso, como se pode ver, longe da recuperação, os reservatórios estão extremamente escassos e as previsões ainda não são boas.

Veja também: Crise hídrica - Bolsonaro diz não acreditar em racionamento mas aumento na conta já é realidade de milhões

A crise hídrica e o aumento tarifário brutal se somam como mais um fator na profunda crise que vive a classe trabalhadora, que ainda vive os desdobramentos da crise sanitária da covid, e com a crise econômica de conjunto que assola a vida do povo.




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