Repudiamos ataque reacionário em atividade online na UFABC

Repudiamos o ataque ocorrido terça-feira (13), durante o lançamento do livro “ A razão africana - breve história do pensamento africano” do professor Muryatan Barbosa, no seminário interno do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Mundial da UFABC , que foi invadido e atacado sendo compartilhadas cenas de violência sexual e símbolos nazistas.

quinta-feira 15 de outubro| Edição do dia

Invasões como a ocorrida no seminário do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Mundial da UFABC (PPG-EPM) ontem (13), tem se tornado frequente em aulas online com temas como gênero, raça ou marxismo. Com exibições de cenas de violência, invadindo a sala on-line e impossibilitando a continuidade das atividades.

Ataques como esse são fundamentados pelo discurso de ódio do governo de Jair Bolsonaro, que além de garantir profundos ataques a classe trabalhadora, com reformas como a da Previdência ou a MP 936 (MP da morte), tem na educação um dos seus maiores alvos, sendo através de cortes orçamentários, ou ataque aos servidores, como a reforma administrativa que foi aprovada em âmbito estadual em SP, e ensaia sua aprovação em âmbito nacional.

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Além das medidas legais, como PLs, Mps e reformas, todo o discurso propagado por esse governo, que a pouco tempo através da reacionária Damares Alves, atacou uma criança de 10 anos grávida por conta de um estupro, mobilizando setores que acusavam a menina de “assassina”.

Não a toa, essa invasão se deu no lançamento de um livro sobre a questão negra. O discurso de ódio que propaga os setores da extrema direita, pretende desde a formação, como acontece em escolas e universidades, censurar para impedir qualquer senso crítico contra esse sistema capitalista podre, contra o racismo, o machismo, a lgbtfobia.

O ataque ocorrido no seminário da PPG-EPM é mais um infeliz exemplo de como o discurso bolsonarista estimula e endossa ações violentas, impede a liberdade do discurso, das idéias.

Bolsonaro é filho do golpe institucional de 2016 e desde lá até aqui aumentaram os casos de violência a LGBT’s, mulheres e negros. Como vimos com Mestre Moa, Marielle, entre outros, alimentados pelo ódio bolsonarista ou com ligação íntima a esse clã. Hoje, congresso, STF e Bolsonaro estão mais unificados do que nunca para atacar os trabalhadores. O regime político criado com o golpe veio para aplicar ataques ainda mais profundos à população e aos trabalhadores.

Nesse momento se coloca com ainda mais necessidade a luta nacional contra esse regime, contra Bolsonaro, Mourão e contra todos os golpistas. Uma luta que deve unir estudantes das universidades, professores, trabalhadores e todos aqueles contra a censura e o reacionarismo.




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