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RIO DE JANEIRO

Removidos da vacinação, rodoviários do Rio lutam para sobreviver mais um ano de pandemia

quarta-feira 2 de junho| Edição do dia

A categoria dos rodoviários, como todos trabalhadores do transporte, enfrentam um nível absurdo de contato com a covid-19. Se cada trabalhador está exposto assim que bota o pé fora de casa para pegar o transporte público, por sua vez estes trabalhadores do transporte ficam não só de 2 a 4 horas, mas todo o período do trabalha em constante exposição à covid-19, lidando com carros lotados e alta taxa de exposição.

A taxa é ainda maior se pensarmos que os rodoviários do Rio de Janeiro, como em várias capitais do país, não só “pilotam” o carro, mas ainda cumprem a função de cobrador, muitas vezes contando as notas com o carro em movimento, já que a patronal cobra deles cada minuto no trajeto, penalizando os que rodam menos vezes, assim como fazendo com que os carros fiquem todos lotados, com a redução de motoristas para economizar salários e gasolina. O Rio de Janeiro hoje roda com 40% dos carros que rodavam anteriormente à pandemia.

A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a esboçar uma vacinação para categorias essenciais, como rodoviários e garis. Mas não passava de mais uma mentira de Eduardo Paes. O Rio de Janeiro priorizou profissionais da saúde, que ainda tiveram que enfrentar filas por idade. Em seguida, comorbidades, e um calendário para profissionais da educação. Defendendo interesses de empresários da educação, Paes quer forçar e qualquer jeito à volta às aulas com insegurança e probabilidade de uma terceira onda ainda maior, tudo isso sem consultar o que pensa a comunidade escolar. Trabalhadores do transporte aéreo e portuário serão vacinados à partir de hoje devido ao risco da entrada de novas variantes no país, porém a medida, sem a vacinação do transporte público, é totalmente supérflua.

Enquanto isso, Rodoviários, garis e outras categorias essenciais terão que esperar a sua idade para se vacinar junto com toda a população:

Os rodoviários já enfrentam a ganância da patronal, que demite em massa e faz rodízio com a categoria, fazendo com que muitos fiquem metade do mês em casa, recebendo também pela metade e tendo que buscar bicos e complementos de renda. Isso tudo é obra de Paes e Crivella, que em 12 anos compartilhando a prefeitura, atenderam a todos os interesses dos Barata e companhia.

No Esquerda Diário, defendemos a necessidade dos sindicatos assumirem a bandeira de vacinação de todos, com quebra das patentes e reconversão da indústria para produzir insumos e vacinar a todos. Com novas mobilizações contra Bolsonaro e a política de mortes da pandemia, os sindicatos poderiam aproveitar a situação para chamar uma paralisação para potencializar ações de rua como a do 29M.
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