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AÇÃO POLICIAL VIOLENTA EM ITAGUAÍ | Remoção racista em Itaguaí: mulheres negras perdem casa, pertences e são agredidas

Nesta semana, dia 1 de julho, moradores de Itaguaí foram surpreendidos com a repressão do choque a mando do racista e bolsonarista Cláudio Castro. Entre esses moradores centenas e centenas de mulheres negras e pobres foram violentadas, reprimidas e tiveram suas casas incendiados pela polícia racista e assassina do Estado.

sexta-feira 2 de julho | Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo

“[...] deixaram só algumas pessoas entrarem, vi uma adolescente que estava grávida pedindo pra pegar suas coisas e não deixaram ela passar. Uma idosa infartou e veio a óbito no momento da correria.” Relato pessoal de um morador do local.

O Brasil atingiu lamentavelmente o número de 520 mil óbitos pelo coronavírus, tudo isso é responsabilidade do governo de extrema direita de Bolsonaro ao lado de Mourão, no Rio de Janeiro, Bolsonaro tem como aliado Claudio Castro, governador bolsonarista, vice do ex governador Wilson Witzel, ambos racistas e defensores de uma política de morte contra os pobres e os negros da classe trabalhadora.

Essa ação violenta e racista da polícia de Cláudio Castro, é uma prova do quanto o governador do Estado do Rio de Janeiro odeia os pobres e os negros, outro exemplo claro do desprezo e ódio de Cláudio Castro foi sua aberta comemoração a chacina do Jacarézinho que assassinou 28 pessoas em menos de 24 horas.

Segundo informações da OAB, a ocupação de Itaguaí havia 3 mil pessoas, 1.854 crianças, 427 idosos e 993 mães chefes de família, certamente essas 993 mulheres, são em sua esmagadora maioria mulheres negras que cotidianamente são expostas as brutalidades do sistema capitalista, racista, machista e opressor. Todas essas pessoas que habitavam nessa ocupação sofreram brutalmente com a violência polícia com aval do próprio Estado.

Enquanto esses moradores são expulsos de forma violenta e racista de suas ocupações pela ausência de moradias de qualidades, segundo a Globo, no centro do Rio de Janeiro 39,8% imóveis estão vazios. No Leblon são 21,5%, Copacabana 20,9%, Grajaú 20,7%, Tijuca 20,6%, Catete 19,7% e Botafogo 19,5%. Esses dados são amostras duras de uma realidade baseada na desigualdade social e opressão contra os mais necessitados, entre eles, as mulheres negras e pobres sofrem com as péssimas condições de vida e moradia, tudo isso em plena pandemia onde os mais pobres seguem sendo as principais vítimas da política negacionista do governo de extrema direita de Bolsonaro.

O esquerda diário entrou em contato com moradores que estavam presentes no momento da ação violenta da polícia e segundo moradores, a polícia reprimiu até crianças, mulheres que estavam grávidas também sofreram agressão da polícia. Esse é um cenário que lamentavelmente expressa o racismo estrutural da sociedade burguesa capitalista pelas mãos da polícia de Cláudio Castro que no meio de uma pandemia lança mais de 3 mil pessoas na rua a sua própria sorte.

A organização do espaço urbano historicamente adotou uma política racista e violenta contra os trabalhadores mais pobres e necessitados, nas grandes cidades do país principalmente São Paulo e Rio de Janeiro ocorreram grandes mobilizações de expulsões de trabalhadores do centro para as áreas mais pobres do interior, enquanto isso, existem milhares de casas vazias pelo centro da cidade que poderiam possibilitar a moradia de centenas e centenas de famílias. É preciso colocar esses espaços vazios a disposição dessas famílias que nesse momento tão delicado estão em situações extremamente vulneráveis, essa medida tem que ser acompanhada pela expropriação de todos os proprietários de vários imóveis. É preciso lutar por uma reforma urbana radical para garantir melhores condições de moradias aos que necessitam e basta de violência e repressão por parte dessa polícia racista e assassina de Cláudio Castro.




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