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VIOLÊNCIA POLICIAL | Relatos da repressão do ato contra pacote de Pezão no Rio: "a polícia atirava nas pessoas caídas no chão"

quinta-feira 9 de fevereiro de 2017 | Edição do dia

O dia 9 de fevereiro de 2017 está marcado pela imensa resistência dos trabalhadores da CEDAE, dos servidores e de estudantes, que estiveram durante todo o dia na frente da Alerj, contra o pacote de ataques de Temer e Pezão. A mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus postos de trabalho, pela qualidade da água para toda a população, e contra o ataque a todos os servidores foi um grande exemplo, e extremamente legítima.

Mas a polícia, a mando de Pezão, promoveu um verdadeiro ataque contra os trabalhadores, a juventude e a população, demonstrando que não tem nenhuma solidariedade com os trabalhadores. Foram várias dezenas de feridos. Dentre eles um estudante que teve seu intestino e fígado perfurado, e está passando por cirurgia, e vários jornalistas, inclusive do Esquerda Diário. Veja alguns relatos:

“De tanto eles atirarem à queima roupa contra os trabalhadores da CEDAE, a polícia ficou sem munição. Nessas horas a manifestação se recompunha, porque os trabalhadores estavam decididos a prosseguir mobilizados. Então chegou um carro da tropa de choque abarrotado de munição, desde o banco do carona até o teto. Os trabalhadores não estavam provocando ninguém. Então se juntou uma tropa do batalhão de choque, e começaram a atirar bombas e balas de borracha muito de perto nos trabalhadores. Eu e o outro companheiro ficamos encurralados. E nem isso os impediu de atirar três bombas contra nós”. D. estudante da UERJ e militante da Faísca

“Eu vi que a polícia atirou em dois trabalhadores da CEDAE no rosto. De propósito”. J, jornalista do Esquerda Diário

“Nós estávamos recuando por conta da repressão, e nós só conseguimos ver os faróis de várias motos, que literalmente fechavam a rua. Eram motos de polícia. De repente eles começaram a acelerar e perseguir as pessoas. Estavam atirando balas de borracha. Muitas pessoas entraram nos estabelecimentos que estavam abertos. Mas não adiantou, porque eles seguiam perseguindo e atirando, inclusive em pessoas caídas no chão”, “Eu fugi das motos da polícia em um grupo de mais ou menos 5 pessoas. Nos esprememos para ver se eles passavam. Mas tinha quatro motos em volta da gente, com armas de bala de borracha apontada para nós. Uma bomba estourou perto de mim, e eu passei bastante tempo sem poder ouvir”, Is, estudante da UERJ

“Eu caí no chão, e atiraram em mim lá mesmo. Essa repressão que ocorreu hoje foi absurda, mostrou que os policiais não são trabalhadores e estão contra nós. Está claro que Pezão quer aprovar o pacote custe o que custar, porque ele é um modelo para ataques em todo o país. E está claro também que a repressão quis ser “exemplar”, para também cumprir esse papel. Mas a força dos trabalhadores nos fortalecia para seguir. Isso não pode ficar assim. Temos que responder à altura, com mobilizações ainda maiores!”. De estudante da UERJ e militante da Faísca

Confira o resto da cobertura fotográfica da equipe do Esquerda Diário RJ:




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